Dívida argentina chega a US$ 184 bilhões

Até o final deste ano de 2003, a dívida pública argentina será de US$ 184 bilhões, 143% do Produto Interno Bruto do país, segundo cálculos de um dos gurus da city portenha, Miguel Angel Broda. Desse total, o governo confirmou que reestruturá US$ 78,19 bilhões , ou seja, 42% do total, e poderia renegociar também US$ 32,64 bilhões de empréstimos garantidos. Desta forma, a reestruturação chegaria à US$ 110 bilhões. De acordo com um relatório da consultoria de Broda, se o governo obtém um superávit primário de somente 3%, como quer o ministro de Economia, Roberto Lavagna, e o presidente Néstor Kirchner, a oferta que se poderá fazer para renegociar a dívida, incluirá um corte de capital de 82% do valor presente dos bônus em default. "Isso seria inaceitável pelos credores", destacou o economista.Por isso, a discussão de fundo das negociações entre o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o governo diz respeito ao superávit primário, já que o FMI quer uma cifra crescente nos três anos de vigência do acordo até se aproximar de 4,5% do PIB. Miguel Broda explicou que o raciocínio do FMI é o de que com o superávit oferecido pelo governo, será difícil sustentar a reestruturação da dívida com os credores privados. Além da perda de capital que incluíria para os credores, o país ficaria carente de financiamento externo nos próximos anos. "O panorama seria equilibrado para 2004, mas teria necessidade de financiamento crescente de 2,2% do PIB em 2005, 3,8% em 2006, 3,4% em 2007 e 3,2% em 2008.

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