Dívida cambial de junho é maior que na desvalorização de 1999

A exposição cambial de 33,15% da dívida interna do Brasil em junho já é maior do que na época da desvalorização cambial de janeiro de 1999. Essa exposição leva em consideração os títulos corrigidos pela variação da taxa de câmbio e o s contratos de swap cambial vendidos pelo Banco Central. Segundo dados Departamento de Operações de Mercado Aberto (Demab) do Banco Central, em janeiro de 1999 a exposição cambial da dívida interna era de 30,2%, considerando também as operações feitas pelo BC em derivativos de dólar futuro. Em dezembro de 1999, quando o BC e o Tesouro Nacional começaram a série histórica dos dados da dívida interna, a dívida cambial estava em 22,82%. Da lá para cá, esse porcentual sofreu aumentos e quedas conforme a depreciação ou valorização do real. Mas em nenhum mês desse período, o valor foi tão elevado como o de junho. O aumento da dívida cambial em junho ocorreu devido à forte desvalorização do real de 12,78% no mês. Segundo o chefe do Demab, Sérgio Goldenstein, o impacto da alta do dólar no estoque da dívida foi de US$ 24,3 bilhões. Contudo, com o pagamento de juros finais e intermediários realizado ao longo do mês, a elevação do estoque da dívida cambial foi um pouco menor: R$ 23,4 bilhões.

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