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Dívida cambial tem a menor participação no total desde 99

Mantendo a trajetória dos últimos meses, a exposição cambial ( títulos e contratos de swap atrelados à variação do dólar) voltou a cair em agosto atingindo 13,15% do estoque da dívida pública. Esse é o menor valor registrado pelo governo desde que começou, em 1999, a série histórica. O chefe do Demab do Banco Central, Sérgio Goldenstein, previu que a exposição cambial da divida mobiliária federal interno deve fechar o ano em 12%.Segundo ele, seria natural um "upgrade" (melhora) da classificação do Brasil pelas agências de risco com a melhora do perfil da dívida pública e a manutenção da política fiscal de superávits primários das contas públicas. "Temos outro perfil da dívida. É natural que aconteça isso (upgrade)", afirmou.De acordo com os dados divulgados hoje pelo Ministério Fazenda, a dívida cambial em agosto somava R$ 100,18 bilhões, ante R$ 107,15 bilhões em julho, o que correspondia a 14,11% do total do endividamento público.Nota técnica do Ministério da Fazenda atribuiu a queda de R$ 7 bilhões de um mês para o outro ao resgate líquido de R$ 4,2 bilhões em títulos e contratos de swap cambiais e ao efeito da apreciação cambial verificada no mês sobre o estoque que foi contabilizado em R$ 3,1 bilhões.Aumenta participação de prefixadosDepois de cair em julho, a participação de títulos prefixados subiu em agosto para 16,66% do total da dívida mobiliária federal interna. Em julho, a participação de prefixados correspondia a 15,13% do endividamento. O aumento desses títulos é considerado positivo, porque diminui o risco de financiamento da dívida.De acordo com nota técnica do Ministério da Fazenda, o estoque de título prefixados aumentou de R$ 114,90 bilhões em julho para R$ 126,87 bilhões em agosto. Essa elevação reflete a emissão líquida de R$ 10,3 bilhões de prefixados (LTNs) realizada no mês.Já a parcela de títulos atrelados à variação da taxa Selic (papéis pós-fixados) caiu no mesmo período de 53,77% para 52,93% e de títulos corrigidos por índices de preços aumento de 15,12% para 15,36%.

Agencia Estado,

15 de setembro de 2004 | 12h22

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