Dívida cresceu 5,78% em setembro com alta do dólar

A desvalorização cambial de 28,87% em setembro fez com que o estoque da dívida pública mobiliária federal fechasse o mês passado em R$ 658,78 bilhões. O crescimento, em relação ao fechamento de agosto, foi de 5,78%, o que em termos nominais significa um aumento de R$ 35,99 bilhões. Os dados foram divulgados hoje pelo Tesouro Nacional e o Banco Central. A forte alta do dólar contribuiu para que a parcela da dívida atrelada à variação da moeda norte-americana subisse de 34,98% do total para 40,67%. Em termos nominais, essa parcela da dívida equivale a R$ 267,92 bilhões. Ao mesmo tempo em que a dívida cambial aumentou sua participação na composição da dívida em títulos do governo, houve uma queda na participação dos títulos pós e prefixados.Os papéis com rentabilidade pós-fixada passaram de 45,38% do total para 41,27% ou R$ 271,88 bilhões. No caso dos títulos prefixados, sua participação foi reduzida de 7,73% do total da dívida para 6,53%, o equivalente a R$ 43,03 bilhões. A dívida atrelada a índices de preços teve uma pequena variação, passando de 9,87% do total para 9,58%. No caso dos títulos com correção atrelada à variação da TR, sua participação no estoque total da dívida mobiliária passou de 1,99% para 1,91%. Os demais papéis representam 0,04% do total. Vencimento em novembroO governo terá que administrar um vencimento total de dívida em títulos em novembro de R$ 40,657 bilhões. Desse total, R$ 16,227 bilhões são papéis com rentabilidade atrelada à variação cambial, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Tesouro Nacional e o Banco Central.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.