Dívida da Light com o BNDES chega a R$ 1 bilhão

A crise financeira da Light, que na terça-feira deu um calote de R$ 25 milhões da dívida com credores, foi classificada pelo presidente do BNDES, Carlos Lessa, como um "choque elétrico". A distribuidora tem uma dívida de pouco mais de R$ 1 bilhão com o BNDES, que já enfrenta a inadimplência da norte-americana AES no financiamento adquirido para a compra da Eletropaulo. O BNDES já registra este ano a inadimplência de R$ 3,9 bilhões da AES no caso Eletropaulo e de US$ 87 milhões do consórcio SEB - também liderado pela companhia americana -, obtidos para a compra da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Além disso, renegociou os vencimentos da dívida de seis empresas do grupo Rede, dono de distribuidoras e geradoras no interior de São Paulo e nas regiões Norte e Centro-Oeste. A inadimplência da Light ainda não atingiu o BNDES, apenas um consórcio de bancos coordenado pelo Citibank. O banco norte-americano não quis se pronunciar sobre o assunto. A distribuidora disse que pediu aos credores novo adiamento de prazo. O endividamento líquido da Light é superior a R$ 4,4 bilhões, mais de cinco vezes a geração de caixa da empresa. Apesar do anúncio de calote, as ações da empresa tiveram alta de 3,58% na bolsa de São Paulo. Analistas atribuem a alta nas ações da distribuidora ao fato de que a má situação da companhia já estava prevista no preço dos papéis.

Agencia Estado,

02 Julho 2003 | 21h10

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