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Dívida da Usiminas no 1º trimestre é de R$ 3,4 bilhões

A Usiminas informou que o endividamento bruto da companhia atingiu o total de R$ 3,4 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Deste total, 30% são decorrentes de operações de financiamentos de exportações e importações, 30% são referentes ao BNDES, 18% representam debêntures locais e o restante refere-se a operações variadas. O perfil da dívida permanece alongado, sem pressão de vencimentos no curto prazo, e com perspectiva de redução gradativa, visto que a Companhia já concluiu seus investimentos mais relevantes. A porção da dívida contratada em moeda estrangeira protegida por hedge operacional e financeiro em 31 de março de 2002 representava 70% do seu total. A produção de aço bruto do Sistema Usiminas somou 1,9 milhão de toneladas no 1T02. As vendas físicas consolidadas expandiram-se em 12% e alcançaram 1,7 milhão de toneladas. O aumento da capacidade produtiva da Cosipa no período permitiu que os números consolidados da Usiminas atingissem os novos patamares.ProduçãoA Usiminas deverá manter o ritmo de produção e o volume de vendas no próximo trimestre, esperando um cenário de recuperação dos preços internacionais. O segmento de tubos de grande diâmetro prossegue demandante e o setor automotivo deve recuperar-se gradualmente a partir do final deste semestre. Espera-se também uma demanda crescente dos setores eletroeletrônico, de tubos de pequeno diâmetro e de construção civil. O gradual aumento do nível de atividade destes setores, segundo a empresa, deverá viabilizar a projeção de crescimento moderado do mercado interno de laminados planos em 2002, com volume 4,6% acima de 2001. Este fortalecimento do mercado doméstico permitirá a Usiminas enobrecer o mix de produtos, com a diminuição da participação de placas. A companhia deverá prosseguir ampliando a comercialização de galvanizados, destinados principalmente ao setor automotivo. No mercado externo, após atingirem níveis históricos de baixa, os preços dos produtos siderúrgicos estão esboçando uma recuperação. As medidas da Seção 201 provocaram a elevação dos preços dos produtos acabados nos Estados Unidos, Europa e Ásia, também afetando os preços das placas. Esta melhoria no cenário internacional poderá favorecer os resultados da Usiminas no segundo semestre.

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