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Dívida das elétricas a ser renegociada deve chegar a R$ 9 bilhões

O volume de dívidas das empresas distribuidoras de energia elétrica que serão renegociadas poderá chegar a R$ 9 bilhões. Embora a ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, não tenha arriscado um valor, ela estimou que o valor deve ser na relação de um terço para os acionistas, um terço para os bancos credores e um terço para o BNDES, que está assumindo inicialmente R$ 3 bilhões. Na opinião do presidente do BNDES, Carlos Lessa, este valor poderá ficar abaixo ou acima desta estimativa, dependendo das negociações.Segundo a ministra, sondagens preliminares feitas com os bancos credores sinalizaram que eles estão dispostos a participar do pacote de ajuda. Para Lessa, o programa tornará as empresas mais saudáveis "o que é do interesse de todo mundo e todos devem se esforçar para isso". Lessa não quis informar as empresas que participarão do programa, mas disse que deve envolver mais de 20, organizadas em nove grupos.A Eletropaulo, segundo ele, poderá vir a participar, caso as negociações com o BNDES sejam bem-sucedidas. As empresas estatais controladas por governos estaduais também poderão ser favorecidas pelo programa de capitalização. "Basta que elas preencham as condições do programa" disse Lessa. Uma das exigências é de que o acionista controlador, no caso os governos estaduais, injetem recursos nas controladas.O presidente do BNDES informou que não houve consulta aos fundos de pensão sobre uma possível participação. "No mundo todo, as empresas elétricas são encaradas como ações de viúva, ou seja, de baixo risco. Este é o tipo de investimento que os fundos de pensão, que devem crescer no Brasil, estão buscando para suas aplicações", acredita Lessa.

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