Reuters
Reuters

Dívida do Brasil é a que cresce mais rápido na América Latina, diz Moody's

Em comunicado, agência alerta que, apesar de indicador ser baixo no contexto global, proporção da dívida externa em relação ao PIB vai continuar crescendo se a economia contrair mais

Reuters

20 Julho 2016 | 23h31

A agência de classificação de riscos Moody's disse nesta quarta-feira, 20, que a dívida do Brasil é a que cresce mais rapidamente na América Latina. Em dez anos, a relação entre a dívida externa e o Produto Interno Bruto (PIB) do País passou de 22% em 2005 para 38% em 2015, destaca um comunicado da agência.

"Apesar de ser um nível relativamente baixo dentro do contexto global, a proporção vai continuar crescendo se a economia do Brasil contrair mais", disse a Moody's no relatório, que também aponta a dívida externa do México como uma das que cresce mais rápido. 

A agência apontou ainda que as economias emergentes estão ficando cada vez mais vulneráveis a choques externos após uma década de aumento da dívida.

No relatório, a Moody's disse esperar que o crescimento econômico global permaneça fraco no médio prazo e que os preços das commodities fiquem baixos por vários anos, o que deve afetar a receita em dólares e acumulação de reservas de países exportadores de commodities.

"O potencial de desaceleração no fluxo de capitais, caso os juros nos Estados Unidos continuem a subir, também exacerbaria a situação da dívida nas economias emergentes", disse a Moody's documento.

A dívida externa total dos mercados emergentes e de fronteira - definida como a dívida de residentes em um país com não residentes - quase triplicou, passando de US$ 3,0 trilhões em 2005 para US$ 8,2 trilhões no final de 2015, disse a agência, acrescentando que o aumento foi liderado pelo setor privado.

Desde 2005, a dívida externa privada cresceu a um ritmo anual de 14,3%, comparado a 5,9% da dívida externa do setor público.

Mais conteúdo sobre:
Brasil América Latina Pib Estados Unidos

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.