Dívida do governo cresce 1,7%, mas perfil melhora

A dívida interna em títulos do governo federal subiu 1,7% em junho tomando como base maio, atingindo R$ 1,016 trilhão, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Ministério da Fazenda. O aumento se deve à emissão líquida de títulos no valor de R$ 6,5 bilhões e ao impacto dos juros sobre o estoque.A boa notícia é que a participação de papéis prefixados atingiu a marca recorde de 31,45% do total da dívida em junho (R$ 319,59 bilhões). Em maio, essa representatividade correspondia a 29,55% (R$ 295,21 bilhões). O crescimento da participação desses papéis é um fator positivo, já que dá maior previsibilidade sobre o quanto o governo gasta com juros.A participação de títulos pós-fixados corrigidos pela taxa básica de juros, a Selic (atualmente em 14,75% ao ano), caiu de 48,33% para 46,25% (passando de R$ 482,89 bilhões para R$ 469,98 bilhões). Esse valor considera as operações com contratos de swap cambial (operação entre dois investidores, na qual um assume o compromisso de pagar ao outro a variação do dólar de determinado período). Sem esses contratos, a parcela de títulos corrigidos pela taxa Selic caiu de 44,07% para 42,52% (R$ 440,30 bilhões para R$ 432,06 bilhões). O total de papéis corrigidos por índice de preços teve uma ligeira queda, passando de 21,89% para 21,73%. Prazo Segundo o ministério, o prazo médio das emissões de títulos públicos brasileiros caiu de 33,02 meses em maio para 30,18 meses em junho. Isso se deve à elevada participação das LTNs, títulos de prazo mais curto, no volume total de colocação de papéis em junho. Esses papéis corresponderam a 52,1% do total emitido no período. Já o prazo médio do estoque da dívida pública mobiliária interna se manteve estável em 29,22 meses. O intervalo previsto no Plano Anual de Financiamento (PAF) para 2006 é de 30 a 35 meses.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.