Dívida do governo em papéis cresce 1,4% em outubro

A dívida mobiliária federal fechou o mês de outubro em R$ 717,86 bilhões, o que representou um crescimento de 1,4% em relação ao estoque de setembro. O crescimento foi provocado pela emissão líquida de títulos feita pelo Tesouro Nacional ao longo do mês passado mais a apropriação de juros. De acordo com documento divulgado hoje pelo Tesouro e pelo Banco Central, a participação dos títulos prefixados no estoque da dívida subiu de 9,05% para 9,89%. Os títulos com correção pós-fixada também registraram uma pequena elevação na participação, passando de 49,73% para 50,85% do estoque da dívida. os títulos com correção atrelada a índices de inflação representaram em outubro 13,11% do estoque da dívida mobiliária federal. Em setembro, a participação desses papéis era de 12,91%. Dando continuidade ao processo de redução gradual e contínua, os títulos com rentabilidade atrelada à variação do câmbio passaram de 26,48% para 24,39% do total. O prazo médio do estoque da dívida em títulos do governo registrou um pequeno aumento, passando de 31,37 meses, ante 31,21 meses em setembro. "Isto deve-se ao incremento das operações de troca de títulos e ao aumento do prazo médio de emissão", argumentam os técnicos do Tesouro. O volume de títulos com vencimento de curto prazo permaneceu estável em 32,07% do estoque da dívida. Em setembro, essa dívida de curto prazo (inferior ou igual a 12 meses) representava 32,08% do estoque. Emissões superam resgatesAs emissões de títulos públicos em outubro superaram em R$ 1,2 bilhão os resgates. Essa emissão líquida de papéis e a apropriação de juros sobre o estoque levaram ao aumento de 1,4% da dívida mobiliária federal interna, que atingiu no mês o volume de R$ 717,86 bilhões. Segundo o texto divulgado pelo Banco Central e Tesouro Nacional, os resgates de títulos em outubro totalizaram R$ 27,4 bilhões. Desse total, R$ 16,2 bilhões foram referentes aos vencimentos de títulos do próprio mês e R$ 11,2 bilhões foram resgates ocorridos nas operações de troca. As emissões de títulos em outubro alcançaram em outubro R$ 28,5 bilhões. As instituições financeiras nacionais adquiriram 64,7% dos títulos públicos emitidos ao longo de outubro. As instituições estrangeiras compraram os 35,28% títulos restantes. De acordo com os dados, as instituições financeiras nacionais compraram 83% das LFTs, 76,7% das NTN-Bs e 73% das NTN-Cs. As compras de LTN pelas instituições nacionais foram 56,07%, enquanto as instituições estrangeiras adquiriram os 43,93% restantes.

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