Dívida do governo em títulos públicos cresce 1,1% em abril

A dívida em títulos públicos do governo federal atingiu em abril o total de R$ 633,29 bilhões, valor 1,1% superior ao estoque de março. O pagamento de parte dos débitos que venciam no mês passado permitiu ao governo controlar o porcentual de crescimento da dívida. De acordo com os dados divulgados pelo Tesouro Nacional e o Banco Central (BC), 27,75% dessa dívida mobiliária do governo é representada por papéis que pagam a variação da taxa de câmbio. Em março, esse porcentual era de 28,88% do total da dívida.Segundo o coordenador-geral de Administração da Dívida Pública do Tesouro, Paulo Valle, ao invés de renovar toda a dívida de R$ 25,3 bilhões que vencia no mês passado, o governo optou em pagar R$ 5,5 bilhões desse total. Com isso, foi possível reduzir o potencial de crescimento do estoque da dívida.Os títulos com correção pós-fixada continuam representando a maior parte dos débitos mobiliários do governo. Dos R$ 633,29 bilhões de estoque, 51,16% são desse tipo de papel. Os com correção prefixada representam apenas 9,77% do total. CompradoresAs instituições financeiras nacionais mantiveram a já tradicional liderança nas compras mensais de títulos públicos. Dos R$ 19,8 bilhões ofertados pelo governo ao mercado em abril, 55,66% foram adquiridos pelas instituições nacionais, enquanto que os 44,34% restantes ficaram com as estrangeiras.O prazo médio do estoque da dívida registrou um ligeiro crescimento, passando de 35,37 meses, apurado ao final de março, para 35,58 meses, no fechamento do mês passado. Houve entretanto um aumento no volume de títulos que vencem no curto prazo, ou seja, nos próximos 12 meses. Do estoque total da dívida mobiliária federal, 25,91% vencerão nesse período. Em março, esse porcentual de vencimento no curto prazo era de 23,62%. Valle lembrou, no entanto, que esse crescimento já era esperado. Isso porque o governo buscou ao longo de 2001 reduzir os vencimentos de títulos públicos no segundo semestre deste ano e no primeiro trimestre de 2003, por conta das eleições presidenciais. Com isso, os vencimentos a partir de abril de 2003 - que já são contabilizados na projeção de vencimentos de curto prazo - são maiores, o que gera a alteração no porcentual de vencimentos dos próximos 12 meses. Para se ter uma idéia do tamanho da redução de vencimentos promovida pelo Tesouro, basta comparar os cronogramas de vencimento dos meses de outubro (2002) e janeiro (2003), por exemplo, com o de abril (2003). No mês das eleições vencerão apenas R$ 7,172 bilhões em papéis federais.Em janeiro de 2003 o volume é ainda menor - R$ 4,910 bilhões. Já em abril, primeiro mês do segundo trimestre de 2003, os vencimentos sobem para R$ 30,427 bilhões, patamar considerado "normal" pelos técnicos do Tesouro.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.