Dívida do governo federal atinge R$ 771,20 bi em setembro

A dívida mobiliária do governo federal (em títulos públicos) registrou um aumento de 1,25% em setembro, fechando o mês em R$ 771,30 bilhões. Segundo a nota do Banco Central divulgada hoje, este crescimento decorre do efeito dos juros, o qual tem influência sobre os títulos prefixados e pós-fixados. Contudo, este crescimento da dívida foi minimizado pela depreciação do dólar frente ao real, reduzindo o valor da dívida atrelada ao câmbio.A parcela da dívida atrelada à variação cambial registrou nova queda, de 13,15% para 12,32% do estoque total dos débitos em títulos do governo federal em setembro. Em termos nominais, esses 12,32% correspondem a R$ 95,03 bilhões. A dívida prefixada subiu de 16,66% para 17,46% e a parcela pós-fixada subiu de 52,93% para 53%, de acordo com os dados do Tesouro. O aumento da participação de títulos prefixados aconteceu em decorrência da emissão líquida de títulos feita pelo Tesouro no mês passado, no valor de R$ 6 bilhões. Os títulos com correção atrelada à variação de índices de preços registraram um pequeno recuou, passando de 15,36% para 15,32% do estoque total. Cresce dívida de curto prazoA dívida de curto prazo aumentou em setembro. Segundo dados divulgados hoje, a parcela da dívida mobiliária federal interna com vencimento em até 12 meses voltou a subir, atingindo em setembro 46,69% do total do endividamento público.Esse valor corresponde a R$ 360,12 bilhões em títulos que vencem num prazo de um ano. De agosto para setembro, houve um aumento de R$ 21,4 bilhões. Em agosto, a parcela com vencimento em 12 meses correspondia a 44,46% do total da dívida.O prazo médio do estoque da dívida também teve uma piora, caindo de 29,26 meses, em agosto, para 28,58 meses, em setembro. O prazo médio de emissão em leilões subiu, no período, de 13,28 meses para 18,07 meses.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.