Dívida do setor público cresce para R$ 960,488 bi em fevereiro

A dívida líquida do setor público - saldo líquido do endividamento do setor público não-financeiro e do Banco Central com o sistema financeiro (público e privado), com o setor privado não-financeiro e com o resto do mundo - fechou fevereiro em R$ 960,488 bilhões. O valor divulgado hoje pelo Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC) correspondia a 51,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Em janeiro, a dívida equivalia a R$ 955,900 bilhões e correspondia a 51,4% do PIB.No fim do ano passado, a dívida estava em R$ 956,996 bilhões, que equivaliam a 51,8% do PIB. "A redução de 0,5 ponto porcentual na dívida líquida como proporção do PIB, ocorrida nos dois primeiros meses do ano, teve como principais determinantes o resultado primário, o crescimento do PIB e a apreciação da taxa de câmbio, que contribuíram com reduções de 0,8 ponto porcentual, 0,7 ponto porcentual e 0,2 ponto porcentual, respectivamente", diz a nota divulgada pelo Depec. Despesas com jurosEm contrapartida, as despesas com juros ajudaram num aumento do endividamento em relação ao PIB de 1,3 ponto porcentual. Em fevereiro, estas despesas ficaram em R$ 11,713 bilhões. Este total é inferior aos R$ 12,275 bilhões gastos em janeiro e superior aos R$ 10,181 bilhões de fevereiro do ano passado.Nos dois primeiros meses do ano, o valor acumulado das despesas com juros está em R$ 23,988 bilhões, que corresponde a 8,06% do PIB. Em igual período do ano passado, os gastos com juros foram de R$ 21,148 bilhões. O valor correspondia a 8,11% do PIB.No período de 12 meses até fevereiro, as despesas com juros somavam o equivalente a R$ 131,097 bilhões, que correspondiam a 7,29% do PIB. Em janeiro, os gastos em 12 meses estavam em R$ 129,564 bilhões, que equivaliam a 7,27% do PIB.PerspectivasAltamir Lopes disse que a dívida líquida do setor público deverá subir neste mês para algo entre 51,5% e 51,6% do PIB. Esse crescimento, segundo ele, é um reflexo direto da desvalorização do câmbio. De acordo com o chefe do Depec, o câmbio apresentou no mês até hoje desvalorização de 4,4%.

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