Dívida do setor público pode ter pequena queda em fevereiro

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (Depec), Altamir Lopes, disse hoje que a dívida líquida do setor público - saldo líquido do endividamento do setor público não-financeiro e do Banco Central com o sistema financeiro (público e privado), com o setor privado não-financeiro e com o resto do mundo - deve ficar estável ou apresentar pequena queda em fevereiro. No mês passado, a dívida líquida caiu de 51,9% para 51,5% do PIB. O chefe do Depec, explicou que fez sua estimativa para o comportamento da dívida em fevereiro tendo como base taxa de câmbio estável.Ele destacou que a sensibilidade da dívida líquida do setor pública à variação cambial caiu pela metade entre janeiro do ano passado e janeiro deste ano. "Em janeiro do ano passado, para cada variação de 1% do câmbio nós tínhamos um impacto sobre a dívida de 0,22 ponto porcentual. No último mês de janeiro, essa relação foi reduzida para 0,11 ponto porcentual", disse. O impacto da variação dos juros sobre a dívida, segundo ele, foi mantido em 0,30 ponto porcentual num período de 12 meses.Perspectiva para o dólarA pesquisa semanal do Banco Central divulgada hoje apontou que as projeções de mercado para a taxa de câmbio no fim do ano caíram de R$ 2,83 para R$ 2,80. A queda aconteceu na mesma semana em que o dólar recuperou parte das perdas frente ao real. Este movimento foi gerado pela perspectiva mais otimista para os juros (fim do período de alta das taxas) sinalizada pela ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).Para este mês de fevereiro, as previsões para a taxa de câmbio caíram de R$ 2,61 para R$ 2,60 e as estimativas para março recuaram de R$ 2,65 para R$ 2,64. Para o fim de 2006, as previsões foram mantidas em R$ 3,00 pela terceira semana consecutiva.

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