Dívida e vulnerabilidade afetam credibilidade, diz S&P

A diretora da Standard & Poor´s (S&P), Lisa Schineller, divulgou relatório hoje com comentários referentes à evolução recente da política econômica do Brasil. No relatório encaminhado aos clientes da agência, ela prevê que o Banco Central vai manter a redução da Selic, a taxa básica de juros da economia, até o fim do ano, mas de forma conservadora, já que o Brasil não alcançou as metas de inflação em 2001 e 2002. Segundo ela, a S&P prevê que a inflação em 2003 ficará acima da meta ajustada de 8,5%. A agência considera que a credibilidade do Brasil permanece fraca devido à ampla carga de endividamento e vulnerabilidade externa da economia. Ela avalia que a redução da carga de endividamento, o aumento maior do Produto Interno Bruto, o crescimento mais rápido da economia e a implementação bem-sucedida das reformas estruturais melhorariam a credibilidade do Brasil "em um horizonte de tempo de alguns anos". Os analistas da S&P consideram importante também observar a reação do governo brasileiro às pressões políticas, especialmente em períodos com liquidez global mais restrita.

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