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Dívida em títulos do governo aumenta R$ 95,25 bi no 1º semestre

A dívida interna em títulos do governo federal aumentou R$ 95,25 bilhões no primeiro semestre do ano. A maior parte dessa elevação é resultado do peso dos encargos com o pagamento dos juros sobre o estoque da dívida. Nos seis primeiros meses do ano, esses encargos somaram cerca R$ 67,07 bilhões.O aumento da dívida também é decorrente da emissão líquida de títulos de R$ 15,8 bilhões realizada pelo Tesouro Nacional ao longo do semestre. A venda de R$ 12,4 bilhões de títulos pelo Banco Central também contribuiu para a elevação do estoque da dívida de R$ 810,26 bilhões para R$ 905,51 bilhões.Apesar do aumento da dívida, o coordenador da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Paulo Valle, considerou positivo o resultado do primeiro semestre. Ele destacou a elevação do volume de papéis prefixados e a queda da dívida cambial. Segundo ele, a redução da participação de títulos indexados a índices de preços no semestre foi de 14,90% para 13,88%.Prazo médioEle também ressaltou que é sazonal a queda do prazo médio da dívida e o aumento da parcela a vencer em 12 meses. "Atingimos o pico da parcela em 12 meses, que vai começar a cair daqui para frente", disse ele.Pelos cálculos do Tesouro, a parcela da dívida com vencimento em 12 meses vai ficar dentro da meta do Tesouro fixada no Plano Anual de Financiamento (PAF) desse ano. A meta é intervalo entre 40% e 45% do total da dívida. O coordenador do Tesouro também avaliou que o estoque da dívida não vai ultrapassar a meta, fixada entre R$ 940 bilhões e R$ 1 trilhão.

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