Dívida externa fechou maio em US$ 216,926 bilhões

A dívida externa brasileira fechou o mês de maio em US$ 216,926 bilhões, o que representou um aumento de R$ 1,954 bilhão em relação ao volume apurado em abril. De acordo com os dados divulgados pelo Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, o endividamento de médio e longo prazo é de US$ 194,521 bilhões. "A dívida de médio e longo prazo registrou aumento de US$ 2,8 bilhões, cabendo destacar, entre os desembolsos e amortizações do período, o ingresso de US$ 1 bilhão proveniente da colocação, pelo governo federal, do bônus Global 07", afirmam os técnicos do Depec em documento divulgado esta manhã pelo BC. "Outro fator que contribuiu para esse aumento foi a variação por paridade, que elevou a dívida estimada em aproximadamente US$ 1,7 bilhão". A dívida de curto prazo atingiu US$ 22,405 bilhões em maio. O volume é US$ 590 milhões inferior, por causa da redução das obrigações dos bancos comerciais. "Assim como no mês anterior, as linhas de crédito de exportação até 360 dias apresentaram recuperação, enquanto que as linhas de crédito de importação e as outras obrigações em moedas estrangeiras dos bancos comerciais, principalmente saques a descoberto, apresentaram redução", argumentam os técnicos do Depec. CC-5 teve entrada líquida de US$ 6 milhões até agora no mêsAs operações com instituições no exterior, por meio das chamadas contas CC-5, registraram uma entrada líquida de US$ 6 milhões entre os dias 1º e 19 de agosto. De acordo com o chefe do Depec do Banco Central, Altamir Lopes, o saldo das operações de contratação de câmbio no País está positivo em US$ 1,383 bilhão. No segmento comercial, as operações para exportação somaram US$ 3,801 bilhões nos primeiros 19 dias do mês, enquanto que a contratação para importação somou US$ 1,991 bilhão, resultando, portanto, num saldo positivo de US$ 1,809 bilhão para o segmento comercial. No financeiro, as contratações de câmbio para compra somaram US$ 3,009 bilhões, enquanto que para venda o total foi de US$ 3,435 bilhões. Com isso, o segmento financeiro acumula até agora um saldo negativo de US$ 426 milhões. No todo (incluindo as operações de CC-5), segundo informou Lopes, as operações de contratação de câmbio feitas entre os dias 1º e 19 de agosto acumulam um saldo positivo de US$ 1,389 bilhão.Sobre as contas externas, leia também: Superávit em conta corrente é de US$ 744 milhões em julho Investimento estrangeiro direto tem o melhor mês do ano em julho

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