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Dívida interna atinge R$ 1,575 trilhão em novembro

Em relação a outubro, o aumento da dívida foi de 1,43% (R$ 22,2 bilhões)

Adriana Fernandes e Fabio Graner, da Agência Estado,

20 de dezembro de 2010 | 14h49

A dívida pública mobiliária federal interna (DPMFi) apresentou um crescimento de R$ 22,2 bilhões em novembro, atingindo R$ 1,575 trilhão. De outubro para novembro, o aumento da dívida foi de 1,43%. O crescimento da dívida foi provocado por uma emissão líquida de títulos (emissões maiores do que resgate) de R$ 6,26 bilhões e por um impacto de juros no estoque da dívida de R$ 15,94 bilhões.

A parcela de papéis prefixados (títulos corrigidos com correção definida na hora do leilão) subiu de 36,73% para 37,36% do total da dívida. Já a parcela da dívida corrigida pela taxa Selic caiu de 33,32% para 33,08%. Por outro lado os papéis atrelados a índices de preços fecharam o mês de novembro correspondendo a 28,08% do total da dívida. Em outubro a participação desses papéis era ligeiramente maior: 28,37%.

Os papéis corrigidos pela taxa de câmbio correspondiam em novembro a 0,60% do total da dívida, o mesmo valor observado em outubro. A parcela da DPMFi que vence em 12 meses (considerada dívida de curto prazo) subiu de 23,53% em outubro para 24,21%, apresentando uma ligeira piora já que para esse indicador quanto menor o porcentual, melhor para o governo, porque ele reduz o risco de financiamento do endividamento público. O prazo médio da DPMFi caiu de 3,43 anos em outubro para 3,38 anos em novembro.

Novembro

A Dívida Pública Federal (Interna e Externa) fechou novembro em R$ 1,666 trilhão, com aumento de 1,30% em relação a outubro. Esse aumento foi decorrente de uma emissão líquida de R$ 4,68 bilhões em títulos e de um impacto dos juros no estoque de R$ 16,74 bilhões.

Enquanto a Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) teve um crescimento de R$ 22,2 bilhões, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) caiu R$ 779,6 milhões. A DPFe fechou o mês com um estoque de R$ 91,42 bilhões. 

Estrangeiros

O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Fernando Garrido, informou há pouco que o colchão de liquidez que o Tesouro tem atualmente equivale a cerca de cinco a seis meses de vencimento da dívida pública interna. Esse colchão é o dinheiro que o Tesouro tem em caixa para fazer pagamento de dívidas em momentos em que o órgão tem dificuldades para emitir papéis em mercado e, assim, pagar a dívida.

Garrido também informou que a participação dos investidores estrangeiros na Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) caiu de 10,19% para 10,03%. Em valores nominais, contudo, a participação ficou estável em R$ 155,3 bilhões. De acordo com Garrido, os números de novembro e de outubro evidenciam que após a elevação do Impostos sobre Operações Financeiras (IOF) sobre capital estrangeiro, os investidores fizeram um movimento de "parada técnica". Mas ele ressaltou que não está havendo venda de papéis por estrangeiros.

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