Dívida interna cresce 1,6% em março

Valor chegou a R$ 1,6 trilhão, segundo o Tesouro; há cinco anos, estava em R$ 1 trilhão 

Eduardo Rodrigues e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

25 de abril de 2011 | 14h59

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) aumentou 1,61% em março ante fevereiro e chegou a R$ 1,611 trilhão. De acordo com dados divulgados pelo Tesouro Nacional, a variação decorreu de uma emissão líquida de R$ 6,87 bilhões e à apropriação positiva de juros de R$ 16,638 bilhões.

Em março do ano passado, a dívida estava em R$ 1,4 trilhão; há cinco anos, o valor era de R$ 1 trilhão.

Em relação ao estoque da Dívida Pública Federal externa, houve uma redução de 2,63% em março, encerrando o mês em R$ 83,53 bilhões, equivalentes a US$ 51,28 bilhões. Segundo o Tesouro, desse montante, R$ 63,98 bilhões são referentes à Dívida Mobiliária e R$ 19,55 bilhões à dívida contratual. 

Prefixados

A fatia de títulos prefixados na DPMFi aumentou de 34,72% em fevereiro para 35,62% em março, de acordo com os dados do Tesouro Nacional. Na mesma comparação, a parcela de papéis atrelados à inflação aumentou de 29,56% para 29,80%. Já o porcentual da dívida remunerado pela Selic (a taxa básica de juros da economia) caiu de 35,13% para 34,02% em março. Os títulos atrelados ao câmbio também recuaram, de 0,58% para 0,56%.

Segundo o Tesouro, os vencimentos em 12 meses da DPMFi aumentaram de 24,28% para 24,64% em março. Da mesma forma, o prazo médio da DPMFi aumentou de 3,5 anos para 3,51 anos. Além disso, o custo médio acumulado em 12 meses cresceu de 12,07% para 12,12% ao ano.

Estrangeiros

A participação dos investidores estrangeiros na DPMFi se manteve estável em março em 11,4% do total do estoque. Isso representa um valor de R$ 183,31 bilhões em papéis do governo nas mãos de estrangeiros. Em fevereiro, a participação desses investidores havia sofrido uma queda ante janeiro, quando estava em 11,8% do total do estoque.

Segundo o Tesouro Nacional, os maiores detentores da DPMFi são as instituições financeiras, com 30,5% do total do estoque, seguidas por fundos de investimento (24,1%) e fundos de previdência (15,9%).

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