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Dívida interna cresce para R$ 1,35 trilhão em julho

Repasse de títulos do Tesouro Nacional ao BNDES foi principal motivo do aumento de 2,12%

Fabio Graner e Adriana Fernandes, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

21 de agosto de 2009 | 00h00

Impulsionada pela emissão de títulos do Tesouro Nacional para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a dívida interna em títulos do governo federal cresceu 2,12% em julho (cerca de R$ 28 bilhões), na comparação com o mês anterior, atingindo R$ 1,35 trilhão. O volume repassado ao BNDES no mês passado atingiu R$ 25 bilhões, o que faz com que o total já transferido para o banco estatal neste ano some R$ 64 bilhões. Desse total, R$ 13 bilhões já foram resgatados pelo Tesouro e R$ 25 bilhões, emprestados para a Petrobrás. No início do ano, o governo determinou o repasse de R$ 100 bilhões do Tesouro para o BNDES de modo a elevar a capacidade de financiamento do banco durante a crise para compensar a retração dos bancos privados no mercado. O objetivo do governo era viabilizar a manutenção do crédito para as empresas brasileiras, especialmente para investimentos. PERFILAlém do crescimento substancial da dívida em julho, houve uma piora em seu perfil. A participação dos papéis pré-fixados, que o Tesouro considera de melhor qualidade por terem rentabilidade fixa e darem maior previsibilidade para o caixa federal, recuou de 31,7% do total da dívida interna em junho para 30,1% no mês passado. Os papéis atrelados a índices de preços, também preferidos pelo Tesouro, recuaram de 28,2% para 27,9%. Enquanto isso, os títulos vinculados à taxa básica de juros (Selic), cujo custo varia de acordo com a política monetária do Banco Central, ampliaram sua participação de 37,8%, em junho, para 39,9%, em julho.Apesar de serem teoricamente de pior qualidade, por sua imprevisibilidade, os papéis atrelados à Selic atualmente representam um custo menor para o governo. Isso porque os outros títulos, justamente por apresentarem maior risco para os investidores, têm juros maiores.Mas alguns indicadores de perfil melhoraram um pouco, como prazo médio da dívida (que busca medir o tempo dos títulos até o vencimento) e parcela a vencer em 12 meses. O prazo médio aumentou 3,35anos para 3,41 anos, enquanto os títulos vencendo em até um ano diminuíram de 28,9% para 28,3% do total devido. Considerando a dívida externa pública, o total devido pelo País em julho somou R$ 1,46 trilhão, volume 1,57% superior ao verificado em junho.

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