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Dívida interna do País cai para R$ 1,204 trilhão

Com resgates de títulos maiores do que emissões, a dívida interna caiu 1,71% em relação ao final de 2007

Adriana Fernandes e Fabio Graner, da Agência Estado,

21 de fevereiro de 2008 | 15h16

A dívida interna do governo em títulos atingiu em janeiro R$ 1,204 trilhão. Segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 21, pelo Tesouro Nacional, o valor caiu 1,71% em relação à dívida verificada no final do ano passado, de R$ 1,224 trilhão. De dezembro para janeiro, a dívida interna em títulos caiu R$ 20,909 bilhões. Esta queda ocorreu porque o Tesouro fez um resgate líquido (resgate de títulos públicos descontadas as emissões) no valor de R$ 34,3 bilhões. Este resgate foi suficiente para compensar o impacto de R$ 13,389 bilhões dos juros da dívida. A dívida pública externa fechou o mês de janeiro em R$ 107,388 bilhões, com uma queda de R$ 1,504 bilhão em relação ao saldo de dezembro (-1,38%). O recuo, segundo o Tesouro Nacional, ocorreu devido à valorização do real frente ao dólar. A dívida pública total (interna e externa) atingiu em janeiro o patamar de R$ 1,311 trilhão, com queda de 1,68% em relação a dezembro. Perfil da dívida Apesar da redução da dívida interna do País, o perfil dos papéis piorou. O governo reduziu a parcela de títulos prefixados, com juros definidos no momento da operação, e aumentou a parcela de papéis pós-fixados. Isso é ruim para o perfil da dívida porque o governo fica mais vulnerável à oscilação das taxas de juros. Segundo dados do Tesouro Nacional, a participação de papéis prefixados caiu de 37,31% em dezembro para 34,92% em janeiro. Essa queda, de acordo com o Tesouro, foi devido ao resgate líquido de R$ 40,9 bilhões desses papéis. É que no primeiro mês de cada trimestre, há sempre uma concentração forte de vencimentos desses papéis. A participação de títulos indexados à taxa Selic, por outro lado, aumentou no mesmo período de 33,39% para 34,77%, considerando os contratos de swap cambial (troca de papéis indexados em dólar por títulos em juros). A parcela atrelada à Selic subiu de 36,63 para 38,02%. Outro dado ruim foi que aumentou a parcela dívida a vencer no curto prazo - próximos 12 meses - passando para 32,79% do estoque da dívida, segundo dados divulgados há pouco pelo Tesouro Nacional. Em dezembro, essa fatia foi de 30,15%. A parcela que vence de um a dois anos ficou praticamente estável, passando de 22,59% para 22,62%. Os títulos que expiram dentro de dois a três anos tiveram perda de participação, recuando de 18,29% para 14,56%. Os papéis entre três e quatro anos subiram de 6,92% para 8,92%. Os de quatro a cinco anos recuaram de 7,06% para 5,07%. E os títulos acima de cinco anos subiram de 14,98% para 16,04%.  Já o prazo médio da dívida interna melhorou, passando de 36,47 meses para 37,61 meses. Segundo a nota do Tesouro, isso ocorreu por conta do resgate líquido de papéis prefixados.

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