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Dívida interna do País cai pela 1ª vez desde janeiro

A baixa ocorreu em função do resgate líquido (resgate menos emissões) de títulos, que chegou a R$ 39,673 bilhões ao longo do mês

Adriana Fernandes e Fabio Graner, da Agência Estado,

22 de agosto de 2007 | 15h17

Pela primeira vez desde janeiro, a dívida interna do Brasil em títulos públicos caiu. A queda foi de 2,3% em relação ao estoque de junho deste ano. Com a redução de R$ 27,785 bilhões, a dívida está agora em R$ 1,171 trilhão. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira, até agora o Tesouro vinha fazendo emissões líquidas de títulos, o que vinha elevando o estoque do endividamento público. Mas, em julho, o Tesouro fez um resgate líquido de R$ 39,6 bilhões. A baixa ocorreu em função do resgate líquido (resgate menos emissões) de títulos, que chegou a R$ 39,673 bilhões ao longo do mês.Contudo, devido à crise no mercado financeiro, o perfil da dívida teve uma piora. os investidores aumentaram a busca por papéis com juros pós-fixados (34,06% para 35,35%) e reduziram a demanda por pápéis prefixados (de 38,71% em junho para 36,32% do total). Já a parcela de títulos remunerados por índice de preços aumentou de 23,88% para 24,91%. A participação de títulos atrelada à taxa de câmbio ficou estável em 1,06% do total da dívida.Outro ponto negativo foi o aumento da dívida com vencimento em 12 meses. Em julho, a parcela destes papéis subiu para 33,72%. Em junho, a parcela era de 32,81%. Quanto menor a parcela a vencer em 12 meses, melhor é esse indicador econômico de sustentabilidade do endividamento público. O prazo médio da dívida subiu de 34,43 meses para 35,59 meses.  Custo Por outro lado, o custo médio da dívida acumulado nos últimos 12 meses encerrados em julho teve uma pequena redução. As taxas atingiram 13,47% ao ano, frente a 13,66% ao ano nos últimos 12 meses encerrados em junho. Segundo o Tesouro Nacional, esta queda ocorreu em virtude da desvalorização de 2,52% do dólar em relação ao real e também pela menor variação da taxa Selic no mês passado (0,97% ante 1,17% em junho).Somente no mês de julho o custo médio da dívida interna foi de 12,01% ao ano na comparação com 12,71% ao ano em junho. Na dívida externa, em 12 meses terminados em julho, o custo médio foi negativo em 2,02%, ante custo positivo de 0,52% no acumulado em 12 meses encerrados em junho. Somente no mês passado, em virtude da apreciação do real, o custo médio foi negativo em 12,92% frente o custo positivo de 9,90% em junho. Dívida externa A dívida pública federal externa caiu 6,5% em julho em relação a junho, atingindo R$ 118,28 bilhões. Desse total, R$ 92,39 bilhões são de dívida mobiliária e R$ 25,89 bilhões, de dívida contratual. A soma das dívidas externa e interna atingiu, em julho, R$ 1,289 trilhão, ante R$ 1,325 trilhão em junho. A queda ocorreu em virtude da apreciação do real ante o dólar e também porque houve resgate líquido na dívida interna. De acordo com os dados do Tesouro, o prazo médio da dívida federal externa subiu de 70,79 meses para 71,47 meses, enquanto a vida média, que considera só o vencimento do principal da dívida externa, avançou de 157,56 meses para 158,71 meses.  

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