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Dívida interna em dólar é zerada em janeiro

A dívida interna em títulos públicos apresentou um crescimento de 2,1% em dezembro, fechando o ano em R$ 979,66 bilhões. Ao longo de 2005, o estoque da dívida cresceu R$ 169,40 bilhões, o que representou uma expansão de 20,9% em relação a valor de R$ 810,26 bilhões do final de 2004. Um dado positivo, contudo, é que a dívida interna brasileira já não sofre os efeitos da oscilação do dólar. O chefe do Departamento de Mercado Aberto do Banco Central, Ivan de Oliveira Lima confirmou hoje que a exposição cambial da dívida interna brasileira foi zerada em janeiro e o País, agora, já está com posição ativa em câmbio na dívida interna - recebe dos investidores a variação do câmbio e fica com uma posição passiva em juros (paga a taxa Selic). Segundo Oliveira, em janeiro, com as liquidações até o dia 20, a redução da exposição a instrumentos cambiais foi de US$ 6,1 bilhões (cerca de R$ 13,8 bilhões). Como a dívida cambial em dezembro havia fechado em R$ 11,4 bilhões, a diferença entre os dois números representa a posição ativa da dívida em dólar. Ou seja, o BC receberá o valor desta diferença corrigido pela variação do dólar e, em troca, pagará a variação dos juros.Dívida atrelada aos jurosO perfil da dívida interna atrelada à taxa de juros também melhorou. A parcela dos títulos prefixados (que dão ao governo previsibilidade, já que os juros são acertados no momento da operação) subiu de 20,9% para 27,86%. Por outro lado, a parcela indexada à taxa Selic (juros pós-fixados), que deixam os títulos vulneráveis às oscilações dos juros, subiu menos, de 52,41% para 53,30%. A participação de títulos indexados a índices de preços teve ligeiro aumento, subindo de 14,90% para 15,53%.Prazo da dívidaA parcela de títulos públicos a vencer em 12 meses, considerada de curto prazo, fechou 2005 em 41,64%. No início do ano passado, essa parcela era de 46,08%. O prazo médio da dívida fechou o ano em queda: 27,37 meses em comparação a 28,13 meses no início de 2005. Esse indicador ficou fora da meta do Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2005, que definia um intervalo entre 28 e 34 meses.Principais credoresA participação das instituições financeiras estrangeiras na compra de títulos públicos diminuiu em dezembro. Elas compraram 23,43% do total de títulos emitidos pelo governo. Em novembro, elas adquiriram 32,28%. Já as instituições nacionais adquiriram em dezembro 76,57% dos títulos ofertados pelo Tesouro, enquanto que em novembro compraram 67,72%.

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