Dívida interna não precisa de solução mirabolante, diz Guardia

O secretário do Tesouro, Eduardo Guardia, disse nesta quarta-feira que a dívida interna "não precisa de solução mirabolante, nem é explosiva". Ele acredita que a trajetória dos juros é declinante no médio prazo. O secretário afirmou que a política do Tesouro de encurtamento do prazo dos títulos visa reduzir a volatidade dos preços dos papéis e isso poderá beneficiar os fundos de investimento. Segundo Guardia, a posição do caixa do Tesouro é folgada, para fazer frente à dívida vincenda. "Não há problema de administração da dívida no curto prazo", afirmou. Ele ressaltou que as agências de rating não levam em conta que a rolagem da dívida interna é feita basicamente com bancos locais e com pessoas que conhecem a política fiscal brasileira. A dúvida, segundo o secretário, é sobre a condução, ou não, da política fiscal pelo próximo governo. Em relação à dívida externa, a rolagem do setor público já se completou neste ano, afirmou o secretário. Ele lembrou que o prazo médio é longo, de 80 meses, e a dívida é constante em dólares. Guardia,entende que não há necessidade de novos cortes nos gastos do setor público este ano, mantido o superávit fiscal de 3,75% do PIB e o desempenho das contas dos Estados e municípios dos últimos 12 meses. Segundo ele, se os Estados e muncípios tiverem um resultado inferior ao apresentado nos últimos 12 meses, aí seria necessário haver um novo ajuste no setor público federal. Ele afirmou ainda que os investimentos em Educação e Saúde estão tendo desembolsos normais e avaliação cuidadosa de despesas e receitas.

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