Dívida líquida sobe de 55,5% para 57% do PIB

A dívida líquida do setor público subiu R$ 20,804 bilhões em julho com relação a junho. Com a variação, a dívida líquida aumentou de R$ 856,353 bilhões (55,5% do PIB) para R$ 877,157 bilhões (57% do PIB). A variação do câmbio foi responsável por R$ 8,9 bilhões do crescimento da dívida, segundo nota distribuída pelo Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC). A parcela referente à dívida mobiliária indexada ao câmbio foi de R$ 2,8 bilhões, e a da dívida externa somou o equivalente a R$ 6,1 bilhões. O teto da dívida líquida acertada com o Fundo Monetário Internacional (FMI) como meta indicativa para setembro é de R$ 985,6 bilhões. Déficit nominal sem câmbio O déficit nominal sem câmbio do setor público, em julho, foi de R$ 10,672 bilhões ante R$ 5,925 bilhões de junho último e também R$ 1,243 bilhão em julho do ano passado. No mês passado, o governo federal e a Previdência Social tiveram um déficit nominal de R$ 13,233 bilhões, enquanto o BC registrou superávit nominal de R$ 3,043 bilhões. O déficit nominal dos governos estaduais, em julho, foi de R$ 310 milhões e o das prefeituras, de R$ 536 milhões. As empresas estatais federais tiveram, por sua vez, um superávit nominal de R$ 155 milhões e as estaduais, de R$ 225 milhões. As estatais municipais apresentaram, ao mesmo tempo, um déficit nominal de R$ 18 milhões. Déficit nominal no acumulado do ano O déficit nominal sem câmbio do setor público acumulado de janeiro a julho ficou em R$ 44,928 bilhões (5,12% do PIB). O resultado é maior que o déficit de R$ 18,616 bilhões (2,54% do PIB) registrado em igual período do ano passado. O governo federal e a Previdência Social acumulam no corrente ano um déficit nominal de R$ 35,417 bilhões (4,04% do PIB) e o BC ainda tem um superávit nominal de R$ 5,386 bilhões (0,61% do PIB). O déficit nominal dos governos estaduais acumulado no ano está em R$ 12,646 bilhões (1,44% do PIB), e o das prefeituras corresponde a R$ 3,210 bilhões (0,37% do PIB). As empresas estatais federais têm, ao mesmo tempo, um déficit nominal de R$ 1,180 bilhão (0,13% do PIB), enquanto as estaduais apresentam um superávit de R$ 2,082 bilhões (0,24% do PIB). As estatais municipais ainda têm um superávit nominal acumulado no ano de R$ 57 milhões (0,01% do PIB). Dívida bruta chega a 78,1 do PIBA dívida bruta do governo geral (governo federal, governos estaduais e municipais e seus agentes econômicos) fechou o mês de julho em R$ 1,201 trilhão (78,1% do PIB). Em junho, a dívida bruta estava em R$ 1,170 trilhão (75,9% do PIB). No final do ano passado, o valor da dívida bruta estava em R$ 1,132 trilhão (72,7% do PIB). Despesa com juro nominal sem câmbio em 12 meses As despesas do setor público consolidado com juros nominais sem câmbio em 12 meses até julho estavam em R$ 151,763 bilhões (10,36% do PIB). O valor é superior aos R$ 141,996 bilhões (9,85% do PIB) de 12 meses até junho. No período de janeiro a julho, as despesas com juros estão acumuladas em R$ 89,257 bilhões (10,8% do PIB), contra os R$ 51,498 bilhões (7,02% do PIB) de igual período do ano passado. Em julho, os gastos com juros foram de R$ 14,992 bilhões, contra os R$ 8,955 bilhões de junho. Em julho do ano passado, as despesas com juros foram de R$ 5,224 bilhões. O chefe-adjunto do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central (BC), Luiz Malan, disse que o valor destas despesas tenderá a cair nos próximos meses em função da própria redução dos juros básicos da economia. Déficit nominal sem câmbio em 12 meses O déficit nominal sem câmbio do setor público acumulado em 12 meses até julho estava em R$ 87,926 bilhões (6% do PIB). O valor é superior ao déficit de R$ 78,497 bilhões de 12 meses até junho último. Nos doze meses até julho, o governo federal acumula um déficit de R$ 30,690 bilhões (2,09% do PIB), e o BC tem um déficit de R$ 12,237 bilhões (0,84% do PIB). Os governos estaduais têm um déficit, no mesmo período, d e R$ 42,870 bilhões (2,93% do PIB), e as prefeituras acumulam déficit de R$ 9,237 bilhões (0,63% do PIB). As empresas estatais federais, em contrapartida, têm um superávit nominal de R$ 5,633 bilhões (0,38% do PIB), e as estaduais acumulam superávit de R$ 1,533 bilhão (0,11% do PIB). As empresas estatais municipais, em contrapartida, têm um déficit nominal acumulado no mesmo período de tempo de R$ 78 milhões (0,01% do PIB). Leia também: Contas públicas acumulam superávit bem maior que em 2002Superávit primário é o maior dos meses de julho desde 1999 Este trimestre será melhor e o próximo, melhor ainda, diz BC

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