Dívida maior faz Fitch rebaixar nota da Oi

Agência de classificação de risco poderá reduzir ainda mais o rating da operadora se ela não reduzir alavancagem

O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2013 | 02h16

A agência de classificação de risco da Fitch Ratings rebaixou ontem a nota da operadora de telecomunicações Oi, de "BBB" para "BBB-". A Fitch manteve a perspectiva negativa para o rating da Oi, indicando que poderá promover outro rebaixamento se o nível de alavancagem da empresa não cair.

O rebaixamento reflete fracos resultados operacionais da empresa e sua dívida líquida mais alta, divulgados no balanço do segundo trimestre. Esses fatores levam a agência esperar que a alavancagem da Oi permaneça acima do previsto nos próximos trimestres.

"Os resultados operacionais da empresa no segundo trimestre foram mais fracos que o esperado, em parte por conta de custos maiores, alguns deles não recorrentes", afirmou a agência, em comunicado.

A dívida da empresa aumentou 25,3% no segundo trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 29,5 bilhões. No mesmo período, a posição de caixa da empresa caiu 50% e chegou ao fim de junho em R$ 4,09 bilhões.

Alavancagem. A Fitch avalia que a projeção da empresa de Ebitda (indicador para a geração de caixa) entre R$ 9 bilhões e R$ 9,8 bilhões em 2013 é improvável. Com geração de caixa menor, os planos da empresa de reduzir a alavancagem financeira poderão ficar comprometidos.

Nos últimos 12 meses até 30 de junho, a proporção entre dívida líquida e Ebitda atingiu 3,5 vezes, disse a agência.

"Mais um rebaixamento pode ocorrer caso a alavancagem da empresa permaneça nos níveis atuais", afirmou a Fitch.

De acordo com a agência, a perspectiva pode ser revisada para estável caso a Oi consiga reduzir a proporção entre dívida líquida e Ebitda para 3 vezes ou menos, com melhora dos resultados operacionais.

"A nova direção da Oi está tomando ações para melhorar a estrutura de custo, o que pode levar tempo", completou a agência. A empresa estimava, por exemplo, pagar R$ 2 bilhões em dividendos neste ano, mas reduziu o montante para R$ 500 milhões. A perspectiva da Fitch é de que o índice de alavancagem da empresa irá permanecer acima de 3 vezes até o final do ano. / REUTERS

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