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Dívida mobiliária cai 3,44% em julho com cenário ruim

A dívida interna do governo federalcaiu 3,44 por cento em julho e voltou ao patamar de janeiro,refletindo uma concentração de vencimentos no mês e também adecisão do Tesouro Nacional de segurar as emissões diante de umcenário de juros em alta e superávit primário elevado. A dívida mobiliária somou 1,204 trilhão de reais no mêspassado, informou o Tesouro Nacional nesta quarta-feira. Foi omenor nível desde janeiro, quando a dívida somou 1,203 trilhãode reais. No mês houve um resgate líquido de 57,5 bilhões de reais ea apropriação de juros somou 14,6 bilhões de reais. O coordenador-geral da Dívida Pública, Guilherme Pedras,atribuiu o movimento a uma concentração sazonal de vencimentosde títulos prefixados e a uma estratégia do Tesouro de emitirmenos diante do aumento de custos. "Não é uma questão de demanda", disse Pedras a jornalistas. "O superávit robusto dá mais flexibilidade na administraçãoda dívida e dá mais conforto para a gente eventualmenterealizar resgates líquidos." Somado o estoque da dívida externa, a dívida públicafederal totalizou 1,297 trilhão de reais, bem abaixo do patamarmínimo de 1,480 trilhão de reais previsto pelo Tesouro em seuPlano Anual de Financiamento para 2008. Pedras disse, contudo, que ainda é cedo para estimar seessa discrepância se manterá até dezembro. "A gente continua trabalhando tendo o PAF como parâmetro",afirmou. Em julho, a parcela dos títulos prefixados --consideradosmelhores para o gerenciamento da dívida-- caiu para 30,88 porcento, ante 34,77 por cento em junho. A participação dos papéis atrelados à Selic subiu para39,66 por cento, ante 37,32 por cento no mês anterior e oscorrigidos por índices de preços passou de 27,9 por cento para29,47 por cento. A dívida cambial ficou negativa em 2,07 por cento em julho,ante 2,03 por cento em junho.

ISABEL VERSIANI, REUTERS

20 de agosto de 2008 | 17h38

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