Dívida mobiliária do governo cresce 0,8% em janeiro

A dívida do governo federal em títulos da dívida interna chegou a R$ 737,34 bilhões em janeiro. Segundo dados do Tesouro Nacional e Banco Central, divulgados hoje, a dívida apresentou um crescimento de apenas 0,8% em relação ao fim de dezembro, quando o estoque estava em R$ 731,43 bilhões.A exposição da dívida à variação da taxa de câmbio (títulos cambiais e contratos de swap cambial) caiu, no período, de 22,06% para 21,03%, com o estoque passando de R$ 161,39 bilhões para R$ 155,07 bilhões. A participação de títulos prefixados (considerados melhores para a gestão da dívida) no total da dívida subiu de 12,51%, em dezembro, para 12,57% em janeiro deste ano.O porcentual de títulos atrelados à variação de índices de preços permaneceu, em janeiro, estável em 13,55% do total da dívida. Por outro lado, a variação de títulos corrigidos pela taxa Selic subiu de 50,08% para 51,05%.Segundo nota técnica sobre a dívida do Tesouro Nacional e Banco Central, o endividamento público em títulos cresceu em janeiro devido ao impacto da apropriação de juros e da desvalorização do real frente ao dólar sobre o estoque da dívida. Esse impacto foi em parte compensado pelo resgate líquido (resgate menos emissões) de R$ 5,2 bilhões de títulos feito pelo Tesouro Nacional ao longo de janeiro. Resgate em janeiro O Tesouro Nacional promoveu em janeiro um resgate líquido (resgate menos emissões) de R$ 5,2 bilhões em títulos da dívida interna. Os resgates de títulos totalizaram no mês R$ 27,3 bilhões, enquanto as emissões chegaram R$ 22,1 bilhões. O Banco Central não rolou a dívida cambial e as operações de swap que venceram no mês. Em janeiro, segundo os dados divulgados, as instituições nacionais compraram 77,9% dos títulos emitidos. Essas instituições compraram 85,6% das LTNs (títulos prefixados) com prazo de 12 meses e 91,1% das NTN-B (títulos atrelados à variação do IPCA). As instituições estrangeiras compraram a maior parte (66,5%) das NTN-F (títulos prefixados com cupom de juros) e 69,5% das LTN com vencimento em 18 meses. Papéis com vencimento em 12 mesesA dívida de curto prazo em títulos públicos teve ligeiro aumento em janeiro deste ano. De dezembro de 2003 para janeiro desse ano, o volume de títulos com vencimento em 12 meses subiu de 35,34% para 35,68% do total da dívida. Nesse período, o estoque de títulos a vencer em 12 meses teve um aumento de R$ 4,5 bilhões, passando de R$ 258,52 bilhões para R$ 263,06 bilhões.O prazo médio do estoque da dívida permaneceu estável em 31,37 meses em janeiro (em dezembro, o prazo médio estava em 31,34 meses). Já o prazo médio das emissões em títulos caiu de 45,78 meses, em dezembro, para 26,61 meses, em janeiro. O Tesouro Nacional e o Banco Central atribuíram essa queda à ausência do leilão de NTN-C (títulos com prazos mais longos) e ao aumento da participação de LTN (títulos com prazos mais curtos) no total de papéis emitidos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.