Dívida mobiliária do governo sobe 1,31% em junho

A dívida pública mobiliária federal interna teve um aumento de 1,31% em junho, o equivalente a R$ 8,66 bilhões. Segundo dados divulgados hoje conjuntamente pelo Tesouro Nacional e Banco Central, o estoque da dívida subiu de R$ 660,76 bilhões em maio para R$ 669,42 bilhões em junho. Esse aumento do endividamento público no mês se deve à emissão líquida de R$ 1,6 bilhão em títulos e apropriação de juros sobre o estoque da dívida. A dívida atrelada à variação cambial manteve sua trajetória de queda. Considerando as operações de swap, a exposição cambial caiu de 30,66% do total da dívida em maio (R$ 202,58 bilhões) para 29,05% em junho (R$ 194,49 bilhões). Por outro lado, a participação de títulos prefixados subiu de 3,27% em maio para 4,48% em junho. Esse é o maior porcentual desde novembro de 2002. Com a melhora do cenário da economia, o Tesouro vem conseguindo aumentar a participação de títulos prefixados, que atingiu em junho o estoque de R$ 29,99 bilhões. A participação de títulos atrelados à taxa Selic subiu de 50,98% para 51,63% do total da dívida de maio para junho. Já a participação de títulos corrigidos pelo IGP-M, caiu de 13,08% em maio para 12,83%. Menor nível em um ano A dívida pública mobiliária com vencimento em 12 meses chegou em junho ao menor nível em pelo menos um ano, segundo a nota divulgada pelo Banco Central e o Tesouro Nacional. Em junho, a dívida mobiliária de curto prazo, um dos principais indicadores da saúde financeira de um país para o mercado, caiu para 33,47% do total, ou R$ 224,02 bilhões, de 34,63%, ou R$ 228,81 bilhões em maio. Em julho do ano passado, o total a vencer em 12 meses estava em R$ 246,82 bilhões, ou 36,60% do estoque.

Agencia Estado,

23 Julho 2003 | 12h13

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