Dívida mobiliária federal salta para R$1,021 trilhão

A dívida pública mobiliária federal interna (volume de títulos que o governo emitiu e vendeu ao mercado) atingiu em março R$1,021 trilhão, valor 1,1% superior ao verificado em fevereiro. O dado, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, detalhou que os títulos indexados à taxa básica de juros (Selic, atualmente em 15,75% ao ano) representaram 49,55% do total da dívida, contra 50,95% no mês anterior. Segundo o BC, essa representatividade da dívida considera as operações de swap cambial reverso. O swap é uma operação entre dois investidores, na qual um deles assume o compromisso de pagar ao outro a variação do dólar de determinado período. Em troca, recebe como pagamento uma determinada taxa de juros. Segundo o BC, sem considerar essas operações, os títulos atrelados à Selic representaram 45,64%, resultado também inferior aos 47,20% de fevereiro. Os papéis atrelados à taxa de câmbio, por sua vez, totalizaram 2,33% da dívida total, sem considerar as operações de swap cambial reverso. Em fevereiro, esta participação havia sido de 2,39%. Considerando tais operações, o governo ficou credor em câmbio em R$16,22 bilhões, o que representa uma participação negativa no total da dívida de 1,59%, contra R$13,81 bilhões, ou participação negativa de 1,37%, em fevereiro. Os títulos com remuneração (o que é percebido por um indivíduo, ou por uma coletividade, como fruto do capital ou da remuneração do trabalho) prefixada cresceram de um mês para o outro. Em março, a representatividade foi de 28,75% do total da dívida, contra 27,88% em fevereiro. Os papéis atrelados a índices de preço também aumentaram, alcançando 21,23% no mês passado, contra 20,46% de fevereiro. Os papéis com remuneração atrelada à Taxa Referencial (TR) representaram 2,06% em março, ante 2,07% em fevereiro.

Agencia Estado,

24 Abril 2006 | 10h53

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.