Dívida mobiliária interna cresce R$ 5,96 bilhões em agosto

A dívida interna em títulos públicos teve em agosto um crescimento de R$ 5,96 bilhões, atingindo o estoque de R$ 695,95 bilhões. Segundo dados do Tesouro Nacional e Banco Central, divulgados hoje, o estoque da dívida apresentou um crescimento de 0,9% em relação a julho, quando o volume de títulos públicos estava em R$ 689,99 bilhões. Esse aumento de julho para agosto foi decorrente principalmente da correção de juros sobre o estoque total da dívida. A dívida cambial (títulos e contratos de swap atrelados à variação da taxa de câmbio) continuou caindo em agosto, passando de 28,55%, em julho, para 28,10%, em agosto. Além da diminuição da exposição cambial, o governo conseguiu em agosto ampliar a participação de títulos prefixados no total da divida, que subiu de um mês para o outro de 6,31% para 7,42%. Esse aumento, considerado muito positivo pelo Tesouro e o Banco Central, se deve à emissão líquida de R$ 7,3 bilhões de LTN (títulos prefixados). A participação de títulos corrigidos por índices de preço permaneceu estável em 12,56% em agosto, ante 12,52% no mês anterior. A participação de títulos corrigidos pela taxa Selic (pós-fixados) também permaneceu estável em 50,07%, com uma pequena queda em relação a julho quando o porcentual era de 50,65%. Dívida de curto prazo cresceA dívida interna em títulos de curto prazo voltou a subir em agosto. O volume de títulos públicos com vencimento em 12 meses subiu de 31,62%, em julho, para 32,47%, em agosto, atingindo o estoque de R$ 225,94 bilhões. Esse aumento, segundo o Tesouro e o BC, se deve em parte à emissão de R$ 6 bilhões de LTN no mês com prazo de 12 meses. Se por um lado o Tesouro melhora o perfil da dívida colocando títulos prefixados, por outro lado esses papéis têm prazo mais curto do que os títulos pós-fixados (LFT). Isso faz com que haja um encurtamento da dívida. Também contribuiu para a elevação do volume de vencimentos em 12 meses o fato de os vencimentos de títulos em agosto de 2004 (R$ 20 bilhões) e a apropriação de juros sobre a dívida de curto prazo terem superado os resgates de papéis ocorridos no mês passado, no montante de R$ 21,5 bilhões. O prazo médio do estoque da dívida também teve uma ligeira piora, caindo de 31,77 meses, em julho, para 31,40 meses, em agosto. Em compensação o prazo médio de emissões elevou-se nesse período de 22,52 meses para 23,83 meses. O BC e o Tesouro explicaram que essa elevação é decorrente do aumento do prazo médio de emissão de todos os tipos de títulos e ao aumento da participação relativa das NTN-C (títulos corrigidos pelo IGP-M que têm prazos mais longos) nas colocações. Resgate em agostoO Tesouro Nacional e o Banco Central promoveram em agosto um resgate líquido (resgates menos emissões) de títulos de R$ 4,1 bilhões. O volume de resgates alcançou no mês R$ 21,5 bilhões para um total de R$ 17,4 bilhões de emissões. Do total de resgates, R$ 17,9 bilhões foram de vencimentos do próprio mês e R$ 3,5 bilhões de operações de troca de LFT. Do lado das emissões, o maior destaque é o volume de R$ 7,3 bilhões de títulos prefixados (LTN) emitidos, o equivalente a 42% do total das colocações. Foi emitida no mês, inclusive, uma nova LTN com prazo de vencimento em janeiro de 2005. As emissões de LFTs (títulos pós-fixados corrigidos pela taxa Selic) somaram no mês R$ 9,7 bilhões, sendo 36% desse total em operações de troca de LFT com vencimento até dezembro de 2003 por LFT com vencimento em 2005 e 2007. Essas operações contribuíram para a desconcentração e alongamento dos vencimentos. O Tesouro também vendeu R$ 341 milhões de NTN-C ( títulos corrigidos pelo IGP-M) com vencimento em 2017, 2021 e 2031. O cronograma da dívida cambial O governo tem pela frente um vencimento de US$ 8,896 bilhões em instrumentos cambiais no último trimestre de 2003. De acordo com o cronograma do Tesouro Nacional e do Banco Central, divulgado hoje, os vencimentos de outubro somam US$ 3,479 bilhões, seguidos de US$ 1,920 bilhão, em novembro, e US$ 3,497 bilhões, em dezembro. Para o ano de 2004, como um todo, os vencimentos de instrumentos cambiais somam US$ 24,020 bilhões, sendo que a maior parte - US$ 15,535 bilhões - vencerão ao longo do primeiro semestre do próximo ano. Entre janeiro e março de 2004, os vencimentos somam US$ 8,800 bilhões, e de abril a junho outros US$ 6,735 bilhões. No segundo semestre de 2004, estão previstos os vencimentos de US$ 8,485 bilhões desses instrumentos, sendo US$ 5,632 bilhões no terceiro trimestre e outros US$ 2,853 bilhões no quarto trimestre.

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