Dívida mobiliária sobe para R$ 707,74 bi em setembro

A dívida mobiliária federal fechou o mês de setembro em R$ 707,74 bilhões, o que representa um crescimento de 1,7% em relação ao fechamento de agosto. Esse aumento reflete a emissão líquida de títulos feita pelo Tesouro Nacional no mês passado, no valor de R$ 2,3 bilhões, além da natural apropriação de juros. A parcela da dívida com exposição cambial registrou mais uma queda, passando de 28,10% do total, em agosto, para 26,48%, em setembro. A parcela de papéis prefixados também registrou uma melhora de agosto para setembro. Esses papéis passaram de 7,42% do total da dívida para 9,05%. A emissão líquida de R$ 11,4 bilhões de LTNs feitas pelo Tesouro no mês passado é a principal justificativa para esse comportamento. No caso dos títulos com rentabilidade pós-fixada, houve uma pequena queda na participação desses papéis - de 50,07% para 49,73% - mantendo portanto a tendência de queda gradual verificada nos últimos meses. Os títulos com rentabilidade atrelada a índices de preços registrou um pequeno aumento, passando de 12,56% do total para 12,91%. Esse movimento reflete a elevada colocação de NTN-Cs (papéis com correção atrelada à variação do IGP-M) e da retomada das ofertas públicas de NTN-B, que são papéis com correção atrelada à variação do IPCA. Dívida de curto prazo diminuiO governo conseguiu reduzir um pouco mais a parcela de curto prazo da dívida mobiliária federal. De agosto para setembro, a parcela de débitos com vencimento em 12 meses caiu de 32,47% para 32,08% do total dos R$ 707,74 bilhões em dívida mobiliária. Esse é um dos indicadores observados por analistas de mercado, nacionais e internacionais, para avaliar a capacidade de cumprimento de obrigações do governo. Em termos de prazo médio do estoque da dívida, houve uma pequena redução, caindo de 31,4 meses para 31,2 meses.Os dados são do Tesouro e do Banco Central.

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