Dívida pública argentina não coloca em risco economia, diz ministro

Durante apresentação formal do Orçamento de 2013, ministro da Economia, Hernán Lorenzino, afirmou que a dívida 'representa apenas 40% do PIB' 

Marina Guimarães, correspondente,

20 de setembro de 2012 | 13h59

BUENOS AIRES - O ministro da Economia da Argentina, Hernán Lorenzino, afirmou que a dívida pública "não coloca em risco a solidez" da economia de seu país, embora o projeto de Orçamento de 2013 estime um aumento de 23% de gastos com pagamentos da dívida.

Durante apresentação formal do projeto à Comissão de Orçamento da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira, Lorenzino disse que o pagamento total previsto, de 55,6 bilhões de pesos, não compromete as finanças do país, "em virtude da política de redução da dívida aplicada pelo governo". O ministro ressaltou que a dívida "representa apenas 40% do PIB" e que o endividamento do setor privado é de menos de 12% do PIB.

Lorenzino aproveitou para levantar a voz contra a agência de classificação de risco Moody's, que rebaixou a perspectiva dos ratings da dívida em moeda estrangeira e em moeda local da Argentina de "estável" para "negativa", na última segunda-feira. Para o ministro, a agência "se baseou exclusivamente em variáveis não objetivas".

O ministro argentino também afirmou que a crise internacional não afetou seu país e defendeu a taxa de câmbio atual, apesar das reclamações de vários segmentos da economia sobre a defasagem cambial. As reservas do banco central, segundo ele, "permitem administrar a cotação do câmbio e colocá-la à serviço do crescimento do país".

Após a apresentação de Lorenzino, seu vice, o secretário de Política Econômica, Axel Kicillof, deixou claro que a administração federal continuará com os fortes controles das importações para manter o superávit comercial da Argentina.

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