Dívida pública britânica cresce e desemprego aumenta

Taxa de desemprego sobe para 6,1% e número de pessoas buscando trabalho chega a 1,923 mi, maior desde 97

Christina Fincher e David Milliken, da Reuters,

21 de janeiro de 2009 | 09h44

As finanças públicas da Grã-Bretanha se deterioraram severamente em dezembro, colocando as contas no caminho para o pior ano desde que os dados passaram a ser apurados depois da Segunda Guerra Mundial. Ao mesmo tempo, o número de britânicos sem emprego se aproximou de 2 milhões de pessoas. Veja também:Desemprego, a terceira fase da crise financeira global De olho nos sintomas da crise econômica Dicionário da crise Lições de 29Como o mundo reage à crise  De acordo com a agência nacional de estatísticas, o setor público registrou um pedido líquido de recursos de 44,2 bilhões de libras (US$ 62 bilhões) no mês passado, o maior valor já apurado.  Praticamente metade destes recursos foram gastos pelo governo no processo de recapitalização do Royal Bank of Scotland. Outros 2 bilhões de libras foram usados para dar suporte à empresa de construção Bradford & Bingley e refinanciar sistemas de financiamento de serviços financeiros. Os dados sobre o mercado de trabalho, por sua vez, confirmaram a situação ruim.  A medida de desemprego que inclui pessoas que estão buscando trabalho mas não estão recebendo nenhum tipo de benefício subiu para 1,923 milhão de pessoas, a mais alta desde setembro de 1997.  A taxa de desemprego subiu para 6,1% nos três meses encerrados em novembro, o maior patamar desde o trimestre encerrado em abril de 1999. Um mês antes, a taxa de desemprego estava em 6%. "O aumento do desemprego é simplesmente terrível", afirmou Philip Shaw, economista da Investec.

Tudo o que sabemos sobre:
Crise FinanceiraEmpregoReino Unido

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.