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Dívida pública cai para 43,1% do PIB

Motivo do recuo foi a queda do real ante o dólar e alta da inflação

O Estadao de S.Paulo

27 de setembro de 2007 | 00h00

A desvalorização do real ocorrida por causa da crise do mercado imobiliário americano e a alta da inflação provocaram uma forte queda na dívida líquida do setor público em agosto. Ela passou de 44% do Produto Interno Bruto (PIB) em julho para 43,1% do PIB no mês passado. Em termos nominais, a dívida líquida caiu de R$ 1,104 trilhão para R$ 1,096 trilhão, segundo dados divulgados ontem pelo Banco Central (BC).Só por causa da desvalorização cambial, a redução no endividamento líquido foi de R$ 8,6 bilhões. A dívida bruta do governo central subiu, no entanto, de 64,4% do PIB em julho para 64,8% do PIB em agosto. Em valores nominais, ela passou de R$ 1,617 trilhão para R$ 1,646 trilhão.Como este mês o mercado de câmbio registrou um movimento inverso, ou seja, de valorização do real ante o dólar, o diretor do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, estima que a dívida líquida voltará a subir e pode chegar a 43,9% no fim de setembro.A redução da dívida líquida em julho também foi motivada, segundo Altamir, pelo fato de o Índice Geral de Preços (IGP-DI) de agosto ter ficado quase 1 ponto porcentual acima do esperado pelo mercado financeiro. O diretor do Banco Central explicou que o IGP-DI, que é o índice de inflação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), é usado no cálculo do PIB nominal. Portanto, a estimativa do BC para o PIB deste ano aumentou por causa da inflação maior do que a esperada.Altamir disse ainda que a divulgação do PIB do segundo trimestre pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) levou a uma revisão para baixo dos dados da dívida líquida relativos aos meses de abril, maio, junho e julho. ''''O resultado do segundo trimestre veio acima das expectativas com que trabalhávamos'''', afirmou.A previsão de Altamir é que no fim deste ano a dívida líquida fique em 44% do PIB. No fim de 2006, ela correspondia a 44,9% do PIB.R.O.

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