Dívida pública cresce, mas perfil da dívida melhora

A dívida pública mobiliária federal interna (dívida em títulos públicos) aumentou R$ 12,43 bilhões em setembro. O volume total de endividamento atingiu R$ 933,22 bilhões, contra R$ 920,79 bilhões em agosto. O crescimento da dívida deve-se ao impacto dos juros sobre o estoque da dívida e à emissão líquida de R$ 1,990 bilhões.A participação dos papéis prefixados - que têm valorização definida no momento da emissão dos papéis - subiu de 23,87% para 25,76%, saindo de R$ 219,79 bilhões para R$ 240,39 bilhões. Trata-se do maior nível de títulos prefixados da série histórica do Ministério da Fazenda, iniciado em dezembro de 1999.No início do governo Lula, em janeiro de 2003, a parcela prefixada estava em seu nível mais baixo, com 1,91% do total da dívida, ou R$ 12,17 bilhões. Os títulos prefixados são considerados melhores para a administração da dívida, já que dão ao governo previsibilidade em relação ao valor da dívida. Ou seja, quanto maior sua participação, melhor o perfil da dívida.Já a proporção de papéis indexados à Selic - taxa básica de juros da economia - caiu de 55,85% em agosto para 54,33% em setembro, passando de R$ 514,22 bilhões para R$ 507,06 bilhões. Estes papéis, ao contrário dos títulos prefixados, pioram o perfil da dívida, pois deixam o governo vulnerável à variação das taxas de juros.Os títulos atrelados a índices de preços tiveram uma leve redução na sua participação no total da dívida, apesar de em termos nominais ter aumentado. A participação desses papéis passou de 13,71% para 13,63%. Em valores nominais, saiu de R$ 126,23 bilhões para R$ 127,24 bilhões. A parcela da dívida indexada à taxa de câmbio manteve sua trajetória de queda, saindo de 4,11% do total para 3,82%. Em valores, a dívida cambial passou de R$ 37,87 bilhões para R$ 35,61 bilhões. A participação dos títulos indexados à Taxa Referencial (TR) manteve-se estável em 2,46% do total, mas em valores teve uma pequena alta, passando R$ 22,69 bilhões em agosto para R$ 22,92 bilhões.Prazo da dívidaO prazo médio da dívida pública mobiliária federal interna caiu em setembro para 27,21 meses. Em agosto, o prazo era de 27,39 meses. Os papéis indexados à taxa Selic tiveram aumento do prazo médio, passando de 18,72 meses em agosto para 19,16 meses em setembro.Os títulos prefixados tiveram o prazo elevado de 9,19 meses em agosto para 9,31 meses em setembro. Já os títulos indexados a índices de preços apresentaram queda de 75,7 meses para 74,51 meses. A dívida atrelada à taxa de câmbio teve redução do prazo médio de 60,80 meses para 60,14 meses.

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