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Dívida pública federal cai 0,44% em outubro, aponta Tesouro Nacional

Dívida pública federal fechou o mês de outubro em R$ 3,763 trilhões

O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2018 | 10h37

BRASÍLIA- A dívida pública federal do Brasil caiu 0,44% em outubro sobre setembro, a R$ 3,763 trilhões, informou o Tesouro Nacional nesta segunda-feira, 26. No mesmo período, a dívida pública mobiliária interna teve redução de 0,17% a R$ 3,622 trilhões.

O prazo médio da dívida pública também subiu, para 4,24 anos em outubro, ante 4,23 anos em setembro. O custo médio acumulado em 12 meses da DPF passou de 10,52% ao ano em setembro para 10,06% ao ano em outubro.

Participação de estrangeiros na dívida aumenta

Os estrangeiros aumentaram a participação na dívida pública brasileira em outubro. A fatia dos investidores não-residentes no Brasil no estoque da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu de 11,67% em setembro para 11,97% no mês passado, somando R$ 433,41 bilhões, segundo os dados divulgados nesta segunda-feira, 26, pelo Tesouro Nacional. Em setembro, o estoque nas mãos de estrangeiros estava em R$ 423,53 bilhões.

Os fundos de investimento continuaram os maiores detentores de papéis do Tesouro, com a participação passando de 26,14% em setembro para 25,99% no mês passado. Já a fatia do grupo Previdência passou de 25,35% para 25,29%.

A parcela das instituições financeiras no estoque da DPMFi teve queda de 22,79% em setembro para 22,66% em outubro. Já as seguradoras tiveram crescimento na participação de 3,99% para 4,01%.

Parcela prefixada da dívida cai

A parcela de títulos prefixados na Dívida Pública Federal (DPF) caiu de 33,88% em setembro para 32,51% em outubro. Já os papéis atrelados à Selic aumentaram a fatia, de 34,08% para 35,27%.

Os títulos remunerados pela inflação subiram para 28,31% do estoque da DPF em outubro, ante 27,84% em setembro. Os papéis cambiais reduziram a participação na DPF de 4,21% em setembro para 3,91% no mês passado.

Todos os papéis estão dentro das metas do Plano Anual de Financiamento (PAF) para este ano. O intervalo do objetivo perseguido pelo Tesouro para os títulos prefixados em 2018 é de 32% a 36%, enquanto os papéis remunerados pela Selic - de acordo com a última revisão do PAF - devem ficar entre 33% e 37%. No caso dos que têm índices de preço como referência, a meta é de 27% a 31% e, no de câmbio, de 3% a 7%.

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