Dívida pública federal cai 3,22% em outubro, com maiores resgates

Segundo o Tesouro, o resgate mensal da dívida foi de R$ 148,7 bi, um recorde, com grande volume de vencimentos de LTN em outubro

Reuters

24 de novembro de 2015 | 10h42

Com maior resgate líquido, a dívida pública mobiliária federal recuou 3,22% em outubro sobre o mês anterior, chegando a R$ 2,6 trilhões, informou o Tesouro Nacional nesta terça-feira.

Só a dívida interna caiu 3,27% no mesmo período, a R$ 2,5 trilhões. Segundo o Tesouro, o resgate mensal da dívida total foi de R$ 148,7 bilhões, recorde, com grande volume de vencimentos de LTN em outubro.

"De fato, houve redução proposital das emissões do Tesouro, sobretudo no mês de setembro. Outubro já foi maior, e agora no mês de novembro podemos dizer que mercado voltou à situação de normalidade", afirmou o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, José Franco Medeiros de Morais.

No mês, os títulos prefixados representaram 38,45% do total da dívida, ante 41,37% em setembro.

Ao mesmo tempo, os papéis corrigidos pela inflação responderam por 33,27% da dívida em outubro, contra 31,69% em setembro, enquanto os títulos corrigidos pela Selic foram a 22,75% do total da dívida, acima dos 21,42% do mês anterior.

A participação dos investidores estrangeiros em títulos da dívida interna subiu em outubro para 19,13%, contra 18,85% em setembro.

"O porcentual vincendo (da dívida) em 12 meses passou para 21% em outubro, houve sensível queda no porcentual", afirmou o técnico, acrescentando que trata-se do menor patamar da série histórica que se inicia em dezezembro de 2006.

"Em um ano volátil, a gestão da dívida pública chegou ao menor patamar vincendo em 12 meses", acrescentou.

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