Rafael Neddermeyer/Fotos públicas
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Estoque de dívida pública sobe em setembro

Avanço foi limitado pela devolução antecipada de R$ 33 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Tesouro

Lorenna Rodrigues e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2017 | 16h54

BRASÍLIA – O estoque da Dívida Pública Federal (DPF) subiu 0,79% em setembro, para R$ 3,43 trilhões, alta de R$ 26 bilhões em relação a agosto. O aumento só não foi maior devido à antecipação do pagamento de parte da dívida do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Tesouro.

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Do total de R$ 33 bilhões pagos pelo banco no mês passado, R$ 15,3 bilhões foram em títulos, principalmente papéis com taxa pré-fixada. O cancelamento desses títulos reduziu estoque da dívida pública na mesma proporção. O restante foi pago pelo BNDES em espécie. Há a previsão de o banco devolver mais R$ 17 bilhões até 15 de novembro. 

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De acordo com o coordenador-geral de operações da Dívida Pública, Leandro Secunho, a devolução dos recursos pelo BNDES não afetará a gestão da dívida e a expectativa é de que todos os indicadores, como tamanho do estoque e composição dos papéis, encerrem o ano dentro do intervalo do Plano Anual de Financiamento (PAF). 

“Esses valores pagos pelo BNDES não são significativos dentro do volume total da dívida. A programação de emissões até o fim do ano absorve esse efeito”, completou. O PAF de 2017 prevê que o estoque da dívida pública fique entre R$ 3,45 trilhões e R$ 3,65 trilhões no fim do ano.

Em setembro, a correção de juros no estoque da Dívida Pública Federal foi de R$ 27,15 bilhões. No mês passado, os resgates superaram as emissões de papéis em R$ 319,40 milhões. 

Estrangeiros. Entre dezembro de 2016 e setembro deste ano, a participação de não residentes no País no estoque da dívida interna caiu de 14,33% para 12,57%. Nesse período, o volume de títulos em poder de estrangeiros recuou cerca R$ 10 bilhões. 

Segundo Secunho, a queda ocorre porque esses investidores compraram papéis que pagam taxas de juros mais altas que as de agora. “O importante é que essa saída é organizada, com essa diferença sendo absorvida por outros grupos, como os Fundos de Previdência, que estão crescendo. Por isso, é importante haver uma base de investidores diversificada, para que isso não gere grande volatilidade”, disse.

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