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Custo da dívida pública atinge maior nível desde 2011, aponta Tesouro

Influenciada pela Selic e pela inflação, taxa da dívida interna chegou a 12,58% ao ano   

Lorenna Rodrigues e Rachel Gamarski, O Estado de S. Paulo

23 de junho de 2015 | 10h02

Texto atualizado às 10h50

O custo médio da Dívida Pública Federal (DPF) - que inclui a dívida interna e externa - aumentou no acumulado em 12 meses. A taxa passou para 14,03% ao ano em maio, ante 13,60% em abril. Já na Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi), o custo cresceu para 12,58% ao ano, comparado a 12,42% em abril. Este valor é o maior desde meados de 2011, segundo o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, José Franco. 

"A taxa de custo médio para a DPMFi é a maior desde meados de 2011 e os fatores de variação de custo da DPMFi são dois, a (taxa básica de juros) Selic e a inflação", afirmou. Sobre possíveis previsões para o custo médio ao longo do ano, Franco ponderou que os títulos são pós-fixados e que não é possível fazer uma previsão. 

Segundo o Tesouro Nacional, o estoque da DPF cresceu 1,83% em maio, atingindo R$ 2,496 trilhões. Em abril, o estoque estava em R$ 2,451 trilhões. A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 31,6 bilhões no mês passado. A DPMFi cresceu 1,64% e fechou o mês em R$ 2,372 trilhões. Já a dívida externa ficou 5,53% maior, somando R$ 124,19 bilhões no mês passado.

Segundo Franco, o aumento de 5,5% na dívida externa é decorrente da variação do dólar. "Não houve emissões externas", disse Franco. O coordenador-geral ressaltou os vencimentos de NTN-B, papéis atrelados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que, segundo ele, são coerentes com a época do ano. 

Sobre as emissões no período, Franco reafirmou que a estratégia de emissões do Tesouro Nacional é anual e não apenas pelo maior vencimento de NTN-B no mês passado. "Em maio houve um vencimento forte de NTN-B e o Tesouro se programou para fazer emissão, mas essa estratégia é anual", ponderou. 

O coordenador-geral disse ainda que nos meses de maior vencimento de LFT, títulos indexados à taxa Selic, o Tesouro pode realizar mais emissões, já que o papel "tende a não pressionar a curva de juros".

Estrangeiros. Os estrangeiros aumentaram a compra de títulos do Tesouro Nacional em maio. A participação dos investidores não-residentes no Brasil no estoque da DPMFi subiu de 20,49% em abril para 20,80% em maio, somando R$ 493,46 bilhões. Em abril, o estoque nas mãos de estrangeiros estava em R$ 478,08 bilhões.

A parcela das instituições financeiras no estoque da DPMFi cresceu de 26,65% em abril para 26,84% em maio. Os Fundos de Investimento reduziram a fatia de 19,95% para 19,33% no período. Já as seguradoras tiveram crescimento na participação de 4,01% para 4,03%.

Prazos. Segundo o Tesouro, a parcela da DPF a vencer em 12 meses caiu de 22,82% em abril para 21,07% em maio. O prazo médio da dívida, por sua vez, subiu de 4,67 anos em abril para 4,69 anos em maio.

A parcela de títulos prefixados na DPF subiu de 39,69% em abril para 41,92% em maio, enquanto os títulos remunerados pela inflação tiveram a participação reduzida para 32,85% do estoque da DPF em maio, ante 35,41% em abril.

Já a fatia dos papéis atrelados à Selic aumentou levemente, de 20,09% para 20,21%. Os papéis cambiais elevaram a participação na DPF de 4,81% em abril para 5,01% em maio.

Em relação às metas do Plano Anual de Financiamento (PAF) 2015, apenas a participação dos papéis atrelados a índices de preço está desenquadrada. No caso dos que têm índices de preço como referência, a meta é de 33% a 37% e, no de câmbio, de 4% a 6%. O intervalo perseguido pelo Tesouro para os títulos remunerados pela Selic em 2015 vai de 17% a 22%.

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