Rafael Neddermeyeri/Fotos públicas
Rafael Neddermeyeri/Fotos públicas

Dívida pública federal fecha junho em R$ 2,9 trilhões, alta de 2,77%

Plano Anual de Financiamento prevê resultado de R$ 3,1 trilhões a R$ 3,3 trilhões; emissão de títulos foi a maior em um ano

Rachel Gamarski e Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

25 Julho 2016 | 10h54

BRASÍLIA - O estoque da dívida pública federal (DPF) subiu 2,77% em junho e atingiu R$ 2,958 trilhões. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira, 25, pelo Tesouro Nacional. Em maio, o estoque estava em R$ 2,878 trilhões.

Segundo o coordenador-geral de operações da Dívida Pública, Leandro Secunho, o estoque da estoque da Dívida Pública Federal continuará crescendo até o fim do ano. Com isso, ele deverá atingir o intervalo previsto no Plano Anual de Financiamento (PAF), que prevê resultado de R$ 3,1 trilhões a R$ 3,3 trilhões. "Ainda há muitos meses à frente com emissões líquidas e apropriações de juros", comentou.

Em junho, houve emissão líquida de R$ 61,11 bilhões, além de uma correção de juros no estoque da DPF de R$ 18,67 bilhões. Secunho destacou que a emissão líquida de títulos no mês passado foi a maior desde junho de 2015. "A grande maioria dos papéis, aproximadamente 73%, correspondeu a títulos prefixados", detalhou.

A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 3,41% e fechou o mês em R$ 2,837 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 10,34% menor, somando R$ 120,77 bilhões no mês passado.  

Os estrangeiros diminuíram a aquisição de títulos do Tesouro Nacional em junho. A participação dos investidores não-residentes no Brasil no estoque da Dívida Pública Mobiliária Federal interna caiu de 16,60% em maio para 16,41% em junho, somando R$ 465,61 bilhões. Em maio, o estoque nas mãos de estrangeiros estava em R$ 455,54 bilhões.

Secunho lembrou que o Tesouro Nacional fará uma revisão do PAF em agosto, na qual poderá ser alterada a meta para a participação de papéis prefixados no total da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi). Atualmente, esses títulos com melhor perfil para a administração da dívida já respondem por 36,6% do total, enquanto as bandas do plano anual para este ano vão de 31% a 35%. "É possível que encerremos 2016 com a participação dos prefixados dentro do PAF. Podemos revisar esse intervalo em agosto", ponderou.

A parcela da Dívida Pública Federal a vencer em 12 meses subiu de 20,40% em maio para 20,44% em junho. O prazo médio da dívida caiu de 4,67 anos em maio para 4,55 anos em junho. Já o custo médio acumulado em 12 meses da DPF caiu de 14,25% ao ano em maio para 13,80% ao ano em junho.

Títulos. A parcela de títulos prefixados na Dívida Pública Federal (DPF) subiu de 35,32% em maio para 36,30% em junho. Os papéis atrelados à Selic, por outro lado, apresentaram diminuição da fatia, de 25,84% para 25,75%.

Os títulos remunerados pela inflação caíram para 33,73% do estoque da DPF em junho, ante 33,96% em maio. Os papéis cambiais reduziram a participação na DPF de 4,88% em maio para 4,22% em junho.

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