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Dívida Pública Federal sobe para R$ 1,855 trilhão em março

Crescimento no mês foi de 1,08%; parcela de estrangeiros na dívida interna atingiu em março o maior patamar da série histórica para esse indicador

Renata Veríssimo e Adriana Fernandes, da Agência Estado,

23 de abril de 2012 | 17h40

BRASÍLIA - Segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 23, pelo Tesouro Nacional, a Dívida Pública Federal (DPF) cresceu 1,08% em março totalizando R$ 1,855 trilhão. A maior parte deste valor se refere à Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi), que subiu 0,89% em março ante fevereiro, somando R$ 1,775 trilhão. O aumento da DPMFi se deve principalmente à incorporação de juros no valor de R$ 17,006 bilhões, compensado em parte por um resgate líquido de R$ 1,29 bilhão. Já a Dívida Pública Federal Externa (DPFE) teve um aumento de 5,51% no período, encerrando março em R$ 80,03 bilhões. 

A parcela de estrangeiros na dívida interna atingiu em março o maior patamar da série histórica para esse indicador, que teve início em 2005, segundo informou Fernando Garrido, coordenador de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional. De acordo com os dados do Tesouro, em março os investidores estrangeiros detinham 12,12%, o que era equivalente a R$ 215,27 bilhões. No mês de fevereiro, na fatia do estoque nas mãos dos investidores estrangeiros era de 11,88%. Segundo Garrido, esse aumento se deve em parte à valorização do estoque. Também há um "pequeno" aumento em razão de novas aplicações. "Mas nada expressivo e direcionado para recursos com vencimentos mais longos", disse Garrido.

Já a participação das instituições financeiras caiu de 29,72% em fevereiro para 29,61% em março, apesar do valor absoluto ter crescido, atingindo R$ 525,91 bilhões. Já a parcela da dívida nas mãos dos fundos de investimento teve uma redução de 27,84% para 27,52%.

Perfil da dívida

A parcela da Dívida Pública em papéis prefixados - aqueles em que a remuneração é determinada por juros estabelecidos de antemão - subiu de 36,79% em fevereiro para 37,77% em março. A fatia de papéis atrelados à inflação teve uma ligeira alta de 31,36% para 31,68%.

Por outro lado, os papéis atrelados à taxa Selic tiveram a participação reduzida no estoque da DPF de 27,84% para 26,34%. Já nos papéis cambiais, a participação subiu de 4% para 4,22%; a dos papéis atrelados à Selic está ligeiramente acima da banda superior do Plano Anual de Financiamento (PAF), que é de 26%.

O prazo médio da Dívida permaneceu em 3,83 anos em março. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF) para 2012, o prazo médio da dívida deverá fechar entre 3,6 a 3,8 anos. O custo médio da DPF em 12 meses subiu de 12,20% ao ano em fevereiro, para 12,37% ao ano em março. Os vencimentos da DPF para os próximos 12 meses cresceram, de 22,70% em fevereiro para 24,23% no mês passado. Os porcentuais estão dentro da banda estabelecida pelo PAF para a dívida de curto prazo.

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