Dívida Pública Federal soma R$ 1,970 trilhão em junho

Resultado foi influenciado pela apropriação de juros, no valor de R$ 14,45 bi, e de emissões que somaram R$ 34,22 bi

Célia Froufe e Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

23 de julho de 2012 | 14h51

A Dívida Pública Federal (DPF) somou R$ 1,970 trilhão em junho deste ano, segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 23, pelo Tesouro Nacional. O volume representa uma alta de 2,53% na comparação com maio. O resultado foi influenciado pela apropriação de juros, no valor de R$ 14,45 bilhões, e de emissões que somaram R$ 34,22 bilhões.

Já a Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) somou R$ 1,881 trilhão em junho, o que representa um crescimento de 2,65% no estoque na comparação com maio. O volume sofreu impacto dos juros no valor de R$ 13,76 bilhões e da emissão líquida no valor de R$ 34,77 bilhões.

Com relação à Dívida Pública Federal externa (DPFe), o saldo em junho foi de R$ 89,05 bilhões, um leve acréscimo de 0,16% sobre o estoque verificado no mês anterior. As informações foram divulgadas há pouco pelo Tesouro Nacional.

Custo médio

O Tesouro informou que o custo médio acumulado em 12 meses da Dívida Pública Federal (DPF) recuou de 12,85% ao ano em maio, para 12,81% em junho. No mesmo período de comparação, o custo médio acumulado em 12 meses da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) caiu de 12,05% ao ano, para 11,95% ao ano. Segundo o Tesouro, esse recuo reflete a menor variação do IPCA e da taxa Selic no período.

O Tesouro informou ainda que o prazo médio da DPF recuou de 3,81 anos em maio para 3,78 anos em junho. O relatório da dívida divulgado há pouco mostra ainda que os vencimentos da DPF para os próximos 12 meses passaram de 27,45% do estoque em maio, para 28,01 do estoque em junho.

Títulos

Segundo o Tesouro, a parcela de títulos prefixados na composição da DPF subiu de 38,13% em maio para 39,45% em junho. Esse porcentual do mês passado está dentro do intervalo estabelecido pelo Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2012, de 37% a 41%.

No caso dos papéis indexados a preços, houve um aumento da participação de 31,62% em maio para 32,82% no mês passado, dentro, portanto, do intervalo estimulado pelo PAF para este ano, de 30% a 34%.

Com as trocas de papéis indexados à taxa básica de juros (Selic) no FGTS, a participação desses títulos no total da dívida recuou de 25,77% em maio para 23,37% em junho. Com esse novo patamar, o resultado de junho se aproxima mais da banda inferior para o papel no PAF, de 22% - o teto é de 26%.

Em relação ao câmbio, houve uma ligeira queda da participação de maio para junho, passando de 4,47% para 4,37%, também dentro das bandas de 3% a 5% estipuladas pelo PAF este ano.

No caso da Dívida Pública Federal interna (DPMFi), foi verificado o mesmo comportamento dos papéis na DPF: elevação da participação de títulos prefixados e corrigidos por preços, redução dos papéis atrelados à Selic e estabilidade no caso de câmbio.

Entre os títulos prefixados, o avanço de maio para junho foi de 39,24% para 40,59%, e nos corrigidos por preços, de 33,15% para 34,37%. Em relação à Selic, a diminuição da fatia foi de 27,02% em maio para 24,47% no mês passado. E, em câmbio, a parcela de títulos saiu de 0,59% para 0,57% no período.

Tudo o que sabemos sobre:
Dívida públicacusto médio

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.