Dívida pública mobiliária federal fecha fevereiro em R$ 631 bi

A dívida pública mobiliária federal fechou o mês de fevereiro em R$ 631,64 bilhões, o que representou uma redução de 0,55% em relação ao valor do estoque de janeiro, que era de R$ 635,11 bilhões. O resgate líquido de títulos no mês passado e a valorização do real frente ao dólar foram os dois motivos apresentados pelos técnicos do Tesouro Nacional e do Banco Central (BC) para justificar essa queda. De acordo com nota conjunta divulgada esta manhã, em fevereiro o governo fez um resgate líquido de títulos no valor de R$ 8,3 bilhões. No mesmo período, o real valorizou-se 2,90% em relação ao dólar. Os dados divulgados pelo Tesouro e pelo BC revelam que houve de janeiro para fevereiro uma redução na participação dos títulos com correção atrelada à variação cambial no estoque da dívida. Esses papéis, que representavam 29,36% deste estoque no primeiro mês do ano, passaram a responder por 28,70% em fevereiro. Em termos nominais, os títulos cambiais correspondiam a R$ 186,45 bilhões do estoque de janeiro e passaram, ao final de fevereiro, a representar R$ 181,30 bilhões. Os títulos prefixados também registraram uma pequena redução em sua participação no estoque, caindo de 7,57% para 7,50%. Já os títulos com correção pós-fixada elevaram sua participação no estoque da dívida de 52,61%, em janeiro, para 52,72%, em fevereiro. O maior crescimento, entretanto, foi registrado na participação dos papéis com correção atrelada a índices de preços. Esses títulos passaram de 8,10% do estoque da dívida para 8,57%. De acordo com os técnicos do Tesouro e do BC, esse aumento é justificado pela emissão líquida de cerca de R$ 3,2 bilhões de NTN-Cs durante fevereiro. Esse papel do Tesouro tem correção atrelada à variação do IGP-M.

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