Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Dívida pública recuou 4,05% em outubro

A queda de 6,42% da cotação do dólar e o resgate de R$ 27,1 bilhões em títulos feito pelo governo no mês passado fizeram com que o estoque da dívida pública mobiliária federal recuasse de R$ 658,78 bilhões em setembro para R$ 632,10 bilhões ao final de outubro. A queda de 4,05% do estoque total da dívida eqüivale à uma redução de R$ 26,68 bilhões, de acordo com os dados divulgados hoje pelo Tesouro Nacional e o Banco Central. Essa queda no mês evidencia o chamado "efeito sanfona" da dívida brasileira, provocado pela volatilidade da taxa de câmbio. Em setembro, com a desvalorização de 24,68% do real, a dívida havia crescido 5,78% em relação a agosto, dando um salto de R$ 35,99 bilhões.Segundo o coordenador de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Ronnie Gonzaga Tavares, como o dólar fechou em outubro a R$ 3,6450, ante os R$ 3,8949 do final de setembro, a parcela da dívida atrelada à variação cambial também sofreu uma redução - foi de 40,67% para 37,97%. Por outro lado, houve uma pequena elevação na participação dos títulos pós-fixados, atrelados à taxa básica de juros, no estoque total da dívida. Esses papéis passaram a representar 42,86% dos débitos em outubro, ante 41,27% em setembro.Pela primeira vez desde abril o Tesouro Nacional registrou uma pequena elevação no prazo médio do estoque da dívida, o que facilita a administração do pagamento. Em outubro, esse estoque estava com um prazo médio de vencimento de 32,77 meses ante 32,09 meses em setembro. Gradativamente, desde 1999, o Tesouro vinha aumentando o prazo médio do estoque destes débitos. Em abril, quando o prazo estava em 35,58 meses, o período de vencimento começou a se reduzir.Da mesma forma, em outubro o governo também conseguiu registrar uma pequena queda no volume de títulos públicos que vencem no curto prazo, ou seja, nos próximos 12 meses. Dos R$ 632,10 bilhões em dívida mobiliária no mês passado, 40,04% vencem nos próximos 12 meses. Em setembro, a parcela da dívida com vencimento de curto prazo era de 41,10% do total do estoque. Desde março deste ano que o governo vinha amargando um aumento do volume de papéis de curto prazo.Esse crescimento foi diretamente proporcional à dificuldade enfrentada pelo Tesouro para colocar papéis com prazo de vencimento mais longo. Em março, apenas 23,62% da dívida pública em títulos vencia no curto prazo. Na medida em que o mercado financeiro foi ficando mais apreensivo ao longo do ano, o Tesouro foi reduzindo o prazo de seus títulos com efeitos diretos sobre a parcela da dívida de curto prazo.VencimentosO Tesouro Nacional e o Banco Central em outubro resgataram R$ 27,109 bilhões da dívida mobiliária federal. Ao longo do mês passado, o governo emitiu R$ 19,596 bilhões em títulos da dívida enquanto recomprou no mercado um volume de R$ 46,705 bilhões em papéis. Os vencimentos de títulos públicos previstos para o mês passado somavam R$ 37,3 bilhões.Para o último mês do ano haverá um vencimento de títulos cambiais no valor de US$ 3,660 bilhões e em janeiro, os vencimentos destes instrumentos serão de US$ 4,811 bilhões. Esse vencimentos são a soma dos títulos cambiais e dos contratos de swap lançados pelo BC. Além disso, o Banco Central realizou ao longo de outubro uma série de operações de troca de Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) com vencimentos entre 2004 e 2006 por títulos pós-fixados com vencimento em 2003. Essas operações somaram R$ 1,8 bilhão.

Agencia Estado,

20 de novembro de 2002 | 17h38

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.