Dívida pública sobe 0,81% em março, para R$ 1,356 trilhão

Aumento no endividamento foi causado, principalmente, pelo crescimento da dívida em títulos do País

Fabio Graner e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

24 de abril de 2008 | 15h08

A Dívida Pública Federal total (DPF) subiu 0,81% em março ante fevereiro, atingindo R$ 1,356 trilhão, segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 24, pelo Tesouro Nacional. O aumento no endividamento do País foi causado pela alta na dívida mobiliária interna (DPMFI), que cresceu 0,63% no mês. Além disso, também contribuiu para essa elevação a alta na dívida pública federal externa (DPFE). A dívida externa, que representa 7,83% da dívida pública federal total, passou de R$ 101,21 bilhão em fevereiro para R$ 106,25 bilhões em março.  Já a dívida interna, em títulos, que ficou em R$ 1,250 trilhão em março, representa 92,17% do total. Segundo os dados do Tesouro, a elevação na DPMFI ocorreu em virtude da apropriação de juros de R$ 12,561 bilhões que, em parte, foi compensada pelo resgate líquido de R$ 4,7 bilhões. Os dados do Tesouro mostram ainda que a participação dos papéis prefixados aumentou de 35,69% em fevereiro para 36,26% em março. Os títulos atrelados à inflação tiveram uma elevação no estoque de 26,93% para 27,39% de fevereiro para março. O porcentual dos papéis remunerados pela Selic caiu 34,42% em fevereiro para 33,35% em março. Os papéis cambiais representam 0,93% do total da dívida (0,89% em fevereiro) e os atrelados à TR ficaram estáveis em 2,07%. Essa distribuição dos papéis no total da dívida não considera as operações de swap cambial reverso. Se consideradas, a participação dos papéis atrelados à Selic fica em 36,51% em março, e a fatia de papéis cambiais faz com que o Brasil seja credor em dólar ao equivalente a R$ 27,96 bilhões (-2,24%).  Custo O custo médio da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFI) aumentou de 12,15% ao ano, registrados em fevereiro, para 13,31%, em março. No acumulado dos últimos 12 meses, o custo médio caiu de 12,70% ao ano, em fevereiro, para 12,62% ao ano, em março. Segundo o Tesouro Nacional, a queda no período acumulado dos últimos 12 meses se deve à menor variação da taxa Selic de juros, que foi de 0,84% em março deste ano ante 1,05% em março de 2007. O Tesouro destaca que o custo médio acumulado em 12 meses reflete melhor o comportamento do custo de financiamento da dívida pública ao longo do tempo, tendo-se em vista a "significativa influência" das variações de curto prazo nos indexadores dos títulos públicos sobre o custo médio mensal.

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