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Dívida pública sobe 3,1% em setembro e ultrapassa R$ 3 trilhões pela 1ª vez

Com queda dos juros, Tesouro Nacional reduziu a previsão do peso de títulos ligados à Selic na dívida

O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2016 | 15h14

BRASÍLIA - A dívida pública federal rompeu pela primeira vez a barreira de R$ 3 trilhões em setembro, informou o Tesouro Nacional nesta terça-feira, 25, reduzindo a previsão do peso dos títulos ligados à Selic na dívida para 2016, ao mesmo tempo em que elevou a fatia esperada dos papéis prefixados. 

Em setembro, a dívida registrou alta de 3,10% na comparação com o mês anterior, alcançando R$ 3,047 trilhões. Para o ano, o Tesouro manteve a projeção de que ela vá ficar entre R$ 3,1 trilhões e R$ 3,3 trilhões em revisão do Plano Anual de Financiamento (PAF). Em dezembro de 2015, o patamar foi de R$ 2,793 trilhões.

Após iniciar o ano estimando que os títulos ligados à Selic representariam de 30% a 34% do total da dívida em 2016, o Tesouro agora vê de 27% a 31%. Só em setembro, eles caíram a 26,54%, ante 26,94% em agosto.

Esses papéis pós-fixados são mais demandados por investidores quando há percepção de aumento do risco, num ambiente de inflação e juros elevados, como o vivido pelo país de maneira mais forte no início do ano. Eles tiram previsibilidade para a dívida, já que flutuam com os juros básicos.

"O planejamento de longo prazo da dívida é de fato reduzir a parcela ligada à taxa flutuante e aumentar prefixado", afirmou a jornalistas o subsecretário da Dívida Pública, José Franco Morais. "Ao longo deste ano, o cenário realizado foi bem melhor do que as expectativas. Isso se refletiu nos preços dos ativos e consequentemente na estratégia de emissão de títulos públicos", acrescentou.

O Banco Central iniciou, na semana passada, novo ciclo de afrouxamento monetário ao reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, a 14%.

Já para os títulos prefixados, a previsão do Tesouro é que sigam respondendo pela maior fatia da dívida, mas numa faixa de 33% a 37%, acima dos 31% a 35%. Esses papéis alcançaram 37,71% do total no último mês, ante 36,85% em agosto.

No mesmo período, os títulos corrigidos pela inflação chegaram a 31,47% da dívida, contra 31,82% de agosto. A meta no PAF neste caso foi mantida em 29 a 33% do total em 2016.

Para os títulos ligados ao câmbio, o Tesouro também não mudou a faixa de 3 a 7% da dívida em 2016. Em setembro, esses papéis foram a 4,29% do total, contra 4,39% em agosto.

Interna x interna. Ainda segundo o Tesouro, a dívida pública mobiliária federal interna subiu 3,21% em setembro sobre agosto, a R$ 2,921 trilhões, afetada pela emissão líquida de R$ 62,12 bilhões e pela apropriação positiva de juros de R$ 28,59 bilhões.

A dívida externa, por sua vez, subiu 0,81% na mesma base, a R$ 126,03 bilhões, diante da apropriação positiva de juros de R$ 1,15 bilhão, compensada em parte pelo resgate líquido de R$ 140 milhões.

A participação dos investidores estrangeiros em títulos da dívida interna recuou a 14,97% em setembro, contra 15,67% de agosto./REUTERS

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