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Tiago Queiroz/Estadão
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Dívida pública sobe 3,53% em fevereiro e soma R$ 2,3 trilhões

Segundo dados do Tesouro Nacional, os estrangeiros aumentaram a aquisição de títulos do Tesouro Nacional em fevereiro e tiveram participação de 20,28% da dívida

Lorenna Rodrigues e Nivaldo Souza, O Estado de S. Paulo

24 de março de 2015 | 10h01

O estoque da dívida pública federal (DPF) teve alta de 3,64% em fevereiro, atingindo R$ 2,329 trilhões, segundo dados do Tesouro Nacional. Em janeiro, o estoque estava em R$ 2,247 trilhão.

A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 32,62 bilhões no mês passado. A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 3,53% e fechou o mês em R$ 2,213 trilhões. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 5,76% maior, somando R$ 116,26 bilhões em fevereiro. 

Os estrangeiros aumentaram a aquisição de títulos do Tesouro Nacional em fevereiro. A participação dos investidores estrangeiros subiu de 20,21% em janeiro para 20,28% em fevereiro, somando R$ 448,95 bilhões. Em janeiro, o estoque estava em R$ 432,07 bilhões.

A categoria das instituições financeiras teve ligeira elevação na participação do estoque da DPMFi de 27,70% em janeiro para 27,75% em fevereiro. Os Fundos de Investimentos aumentaram levemente a fatia de 20,35% para 20,37%. Já as seguradores tiveram redução na participação de 4,17% para 3,98%.

O coordenador de Operações da Dívida Pública, José Franco Medeiros de Moraes, disse que o Tesouro Nacional fará emissões no mercado internacional "em algum momento". Ele repetiu o discurso do órgão de que as emissões no exterior são qualitativas e que o Tesouro já refinanciou toda a dívida externa vincenda em 2015. "A estratégia é abrir mercado para empresas brasileiras. Em algum momento, é de se esperar que o Tesouro vá fazer emissões no mercado internacional", completou. 

Dívida prefixada. A parcela de títulos prefixados na dívida pública subiu de 39,1% em janeiro para 39,71% em fevereiro. Os papéis atrelados à Selic também aumentaram a fatia, de 19,82% para 20,01%.

Já os títulos remunerados pela inflação caíram para 35,25% do estoque da DPF em fevereiro, ante 36,29% em janeiro. Os papéis cambiais elevaram a participação na DPF de 4,88% em janeiro para 5,02% em fevereiro.

Todos os papéis estão dentro das metas do PAF. O intervalo do objetivo perseguido pelo Tesouro para os títulos prefixados para 2015 varia entre 40% e 44%. Já para os papéis remunerados pela Selic vai de 17% a 22%. No caso dos que têm índices de preço como referência, a meta é de 33% a 37% e, no de câmbio, de 4% a 6%. 

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