Dívida pública tem alta de 1,97% em novembro

Dívida pública tem alta de 1,97% em novembro

Estoque da dívida pública federal (DPF) atingiu R$ 3,092 trilhões no mês, devido à expressiva emissão de títulos públicos; em outubro, estava em R$ 3,032 trilhões

Eduardo Rodrigues e Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2016 | 15h41

BRASÍLIA - O estoque da dívida pública federal (DPF) subiu 1,97% em novembro, quando atingiu R$ 3,092 trilhões, informou na tarde desta quarta-feira o Tesouro Nacional. Em outubro, o estoque estava em R$ 3,032 trilhões. O Plano Anual de Financiamento (PAF) de 2016 prevê que a DPF encerre ano entre R$ 3,100 trilhões e R$ 3,300 trilhões.

A correção de juros no estoque da DPF foi de R$ 34,86 bilhões em novembro, enquanto as emissões líquidos somaram R$ 24,91 bilhões.

A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 1,79% e fechou o mês em R$ 2,961 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 6,18% maior, somando R$ 131,24 bilhões no mês passado.

O coordenador-geral de operações da Dívida Pública, Leandro Secunho, destacou a emissão líquida de R$ 24,91 bilhões em novembro, a despeito dos movimentos feitos pelo Tesouro Nacional para evitar a volatilidade dos mercados após a eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos.

“Novembro foi um mês com atipicidades, mas teve um número relevante de emissões. Houve leilões extraordinários e houve cancelamento de leilões”, lembrou. “Nosso objetivo (com esses movimentos) foi reduzir o risco do mercado e dar uma segurança aos investidores”, completou.

No total, foram emitidos R$ 39,36 bilhões em papéis em novembro – o menor volume do ano –, enquanto os resgates chegaram a R$ 14,45 bilhões. “O Tesouro ficou praticamente duas semanas fora do mercado, mas em dezembro já voltamos ao nosso patamar histórico de emissões. O mercado já está bastante estável em relação a meados de novembro”, acrescentou.

Segundo ele, com o retorno das emissões ao cronograma normal, o estoque da Dívida Pública Federal (DPF) deve encerrar o ano dentro da meta do Plano Anual de Financiamento (PAF) que vai de R$ 3,100 trilhões a R$ 3,300 trilhões. Em novembro, o estoque ficou em R$ 3,092 trilhões.

Secunho disse ainda que a expectativa do governo é de que o estoque no Programa Tesouro Direto chegue a R$ 40 bilhões em dezembro. Em novembro, o estoque da modalidade ficou em R$ 39,578 bilhões.

Previdência. Secunho disse também ser provável que a Reforma da Previdência estimule a procura pelos títulos do Tesouro Direto com uma forma de previdência complementar. Ele citou que já é alta a demanda dos investidores do programa por títulos atrelados à inflação, de mais longo prazo.

“Entendo que há um grande potencial de aumento na busca de previdências complementares, seja via Tesouro Direto, seja por meio de instituições financeiras voltadas para isso”, avaliou.

Uma das vantagens do programa, citou Secunho, é a possibilidade de escolha pelos próprios investidores do títulos e dos prazos dos investimentos. “Além disso, as taxas do Tesouro Direto são na média mais baixas que as cobradas pelas seguradoras de previdência”, completou.

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