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Dívida pública tem alta de 4,79% em março e soma R$ 2,4 trilhões

O impacto dos juros no estoque da dívida pública federal foi de R$ 41,39 bilhões no mês passado

Lorenna Rodrigues e Eduardo Rodrigues, O Estado de S. Paulo

27 Abril 2015 | 09h35

BRASÍLIA - A dívida pública federal (DPF) subiu 4,79% em março e atingiu a soma de R$ 2,441 trilhões, segundo dados do Tesouro Nacional. Em fevereiro, o estoque estava em R$ 2,329 trilhão. O impacto dos juros no estoque da dívida pública foi de R$ 41,39 bilhões no mês passado. A emissão de títulos públicos somou R$ 147 bilhões em março e foi recorde

A DPF inclui a dívida interna e externa. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) subiu 4,66% e fechou o mês em R$ 2,316 trilhões. Já a Dívida Pública Federal externa (DPFe) ficou 7,27% maior, somando R$ 124,72 bilhões no mês passado. 

A parcela de títulos prefixados na dívida pública subiu de 39,71% em fevereiro para 41,08% em março. Já os papéis atrelados à Selic diminuíram a fatia, de 20,01% para 19,13%, no período. Os títulos remunerados pela inflação caíram para 34,62% em março, ante 35,25% em fevereiro. Os papéis cambiais elevaram a participação na DPF de 5,02% para 5,18%.

Todos os papéis estão dentro das metas do Plano Anual de Financiamento (PAF). O intervalo do objetivo perseguido pelo Tesouro para os títulos prefixados em 2015 é de 40% a 44%, enquanto para os papéis remunerados pela Selic vai de 17% a 22%. No caso dos que têm índices de preço como referência, a meta é de 33% a 37% e, no de câmbio, de 4% a 6%. 

Participação de estrangeiros. A fatia dos investidores estrangeiros na dívida pública ficou praticamente estável em março em relação a fevereiro. A participação dos investidores estrangeiros no Brasil no estoque da Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) passou de 20,28% para 20,27% em março, somando R$ 469,61 bilhões.

A categoria das instituições financeiras teve queda na participação do estoque da DPMFi de 27,75% em janeiro para 27,39% em março. Os fundos de investimentos reduziram a fatia de 20,37% para 19,80%. Já a participação das seguradores passou de 3,98% para 3,97%.

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